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Home Política
Deputados criticam alta das passagens aéreas e cobram explicações de companhias

Fernando Frazão/Agência Brasil Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados criticam alta das passagens aéreas e reclamam de preços “quase iguais” entre companhias

Comissão de Turismo aponta tarifas elevadas em rotas nacionais e questiona ausência de representantes das principais empresas aéreas no debate.

Redação Por Redação
27/11/2025 - 16:05
em Política
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Deputados da Comissão de Turismo criticaram nesta quarta-feira (26) os valores cobrados pelas passagens aéreas no Brasil. Segundo parlamentares, as três principais companhias do País — Gol, Latam e Azul — operam com preços “quase iguais”, além de praticarem tarifas nacionais próximas às de voos internacionais.

O debate foi proposto pelo deputado Robinson Faria (PP-RN), que apresentou comparações para ilustrar o problema. Ele destacou que um voo Brasília–Manaus, com duração de 2h55, pode custar mais do que um trecho internacional direto Brasília–Lisboa, de 9h05. O parlamentar citou ainda estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), segundo o qual as passagens aéreas subiram, em média, 118% desde o início da pandemia, chegando a 328% na região Norte.

Faria classificou como “coincidência estranha” o fato de as tarifas das três principais empresas serem praticamente idênticas. “A diferença é de centavos”, afirmou, criticando também a ausência de representantes das companhias no debate. “O representante da Abear terá a missão quase impossível de defender três companhias aéreas.”

Renato Rabelo, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), atribuiu os preços elevados aos custos operacionais, especialmente ao querosene de aviação (QAV), que representa mais de 30% do gasto total do setor. Ele explicou que cerca de 60% das despesas das empresas dependem do dólar e que, apesar de o Brasil ser autossuficiente na produção do combustível, as companhias pagam o valor internacional, o que gera distorções.

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Rabelo também citou o impacto do grande volume de ações judiciais contra as empresas — que, segundo ele, podem elevar os custos em mais de R$ 1 bilhão ao ano — e mencionou aumentos de impostos, como no leasing de aeronaves e no IOF, além de possíveis impactos da reforma tributária.

Sobre a semelhança entre os preços das três companhias, ele afirmou que Gol, Latam e Azul têm estruturas de custos muito parecidas, incluindo despesas com tripulação, manutenção e combustível.

O deputado Keniston Braga (MDB-PA), morador da região Norte, disse que o preço das passagens na região é um problema “quase sem fim”. Ele lembrou que a cobrança pelo despacho de bagagem de 23 kg, adotada sob a promessa de reduzir tarifas, não trouxe resultado perceptível. “Ninguém no Brasil sentiu redução de custo”, afirmou.

Representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o gerente Marco Antônio Porto ponderou que o estudo da CNC pode ter sido influenciado pelo método de pesquisa utilizado. Ele informou que a tarifa média nacional nos últimos 12 meses foi de R$ 665 por trecho e destacou que, entre 2002 e 2024, houve redução real de 36%. O valor, porém, não inclui taxas de embarque e bagagem.

Porto reconheceu que a média não reflete toda a realidade e que muitos passageiros pagam, de fato, tarifas mais altas. Sobre a expectativa de redução dos preços após a cobrança de bagagens, afirmou que a receita obtida com esse serviço corresponde a apenas 1,8% do total.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Abear#ANAC#AviaçãoCivil#Azul#CamaraDosDeputados#Gol#Latam#PassagensAéreas#PreçosAéreos#Turismo
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