Defesa de Jair Bolsonaro recorre ao STF para tentar anular condenação de 27 anos em caso da trama golpista

Pedido de revisão criminal questiona julgamento na Primeira Turma, delação de Mauro Cid e supostas falhas processuais; ex-presidente está em prisão domiciliar.

Defesa de Jair Bolsonaro apresentou recurso ao STF pedindo anulação de condenação de 27 anos e 3 meses no caso da trama golpista, alegando erro judiciário e falhas no processo.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (8) um novo recurso no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de reverter a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão relacionada ao caso da chamada trama golpista.

O pedido apresentado é uma revisão criminal que busca anular a decisão já proferida pela Corte.

Os advogados alegam a existência de um suposto erro judiciário no processo e sustentam que a condenação deve ser reavaliada. Segundo a defesa, a decisão teria sido baseada em provas consideradas insuficientes e em possíveis violações de garantias fundamentais.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

No novo recurso, a defesa contesta a atuação desse colegiado, argumentando que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte, por se tratar de um ex-chefe de Estado.

Outro ponto levantado pelos advogados é a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A defesa afirma que o acordo de colaboração não teria sido firmado de forma voluntária e, portanto, não deveria ser considerado válido.

Também sustenta que não teve acesso integral às provas reunidas durante a investigação, o que teria comprometido o direito à ampla defesa.

No mérito, os defensores afirmam que não existem elementos que comprovem participação direta de Bolsonaro nos atos de 8 de janeiro de 2023, nem envolvimento em qualquer articulação para ruptura institucional.

Eles alegam que não há registros de ordens ou determinações do ex-presidente relacionadas aos fatos investigados.

A condenação envolve cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O pedido de revisão deverá ser analisado pela Segunda Turma do STF, conforme as regras internas do tribunal. O colegiado é composto pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por questões de saúde, enquanto aguarda novas decisões judiciais relacionadas aos recursos apresentados por sua defesa.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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