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Home Política
Oposição tenta, mas CPMI do INSS barra convocação de Lulinha após suspeitas

Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, falou sobre as suspeitas que recaem sobre o filho do Lula (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

CPMI do INSS recusa ouvir Lulinha mesmo após relato sobre viagens e repasses

Base governista barra tentativa da oposição após testemunha citar suposto recebimento de até R$ 25 milhões pelo filho do presidente.

Redação Por Redação
05/12/2025 - 11:39
em Política
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes bilionárias no INSS decidiu, nesta quinta-feira (4), rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mesmo após um depoimento considerado sensível por integrantes do colegiado apontar possível participação do empresário no esquema que teria lesado aposentados e pensionistas em todo o país.

A pressão pela convocação aumentou depois que parlamentares tiveram acesso ao depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso desde setembro e apontado como líder da organização criminosa. As declarações foram reveladas pelo portal Poder360 e reabriram discussões sobre supostos repasses e vínculos financeiros.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que documentos e testemunhos analisados pela comissão sugerem que Lulinha e uma publicitária ligada ao PT podem ter recebido cerca de R$ 8 milhões, parte de um valor que poderia chegar a R$ 25 milhões. Segundo Viana, os recursos teriam sido usados para criar empresas no exterior, financiar viagens e apoiar negócios relacionados ao canabidiol.

“Não podemos afirmar que isso já se confirma em documentos”, disse o senador. “Por isso, coloquei o requerimento em votação. Cada parlamentar vota segundo sua consciência.”

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Até o momento, não há provas diretas que confirmem o envolvimento de Lulinha. A defesa do empresário não respondeu às solicitações da reportagem. Ele vive na Espanha desde julho.

Testemunha cita “mesada” de R$ 300 mil e viagens ao exterior

Em seu depoimento à Polícia Federal, Edson Claro afirmou que Lulinha teria recebido uma mesada de aproximadamente R$ 300 mil, somando até R$ 25 milhões durante todo o período de atuação do esquema fraudulento.

Claro também relatou que Lulinha e o “Careca do INSS” teriam viajado juntos para países europeus, como Portugal, e insinuou possíveis ligações com a empresa World Cannabis, investigada pela PF e pela CPMI por suspeita de lavagem de dinheiro.

Segundo investigadores ouvidos pelo Poder360, há indícios como relatórios financeiros e registros de viagem, mas nenhuma prova conclusiva até o momento.

Governistas barram convocação de novas testemunhas

A oposição tentou colocar em votação a convocação de Edson Claro e de Lulinha, mas integrantes da base governista bloquearam ambos os pedidos.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), “acusações sem provas feitas por um delator sem credibilidade, usadas para criar factoides, serão rejeitadas”.

O requerimento para ouvir Lulinha foi apresentado por Marcel van Hattem (Novo-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ). Os parlamentares citam que o advogado Eli Cohen descreveu, em depoimento à CPMI, uma estrutura criminosa que desviaria recursos há mais de 15 anos, envolvendo operadores privados e agentes públicos.

O pedido também menciona reportagem do Metrópoles apontando que:

  • Ricardo Bimbo, dirigente nacional do PT, teria recebido R$ 120 mil em sua conta pessoal;
  • A empresa de Bimbo, a Datacore, teria movimentado R$ 8,29 milhões repassados pela ADS Soluções e Marketing, firma que teria operado dezenas de milhões no esquema apelidado de “Farra do INSS”.

Segundo o requerimento, no mesmo período, Bimbo pagou um boleto de R$ 10.354,60 ao contador João Muniz Leite, que também prestou serviços a Lulinha e é investigado pelo Ministério Público de São Paulo na Operação Fim da Linha, sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC.

Os autores afirmam que a coincidência de datas e valores “é grave e exige esclarecimentos imediatos”.

O que diz a oposição

Os parlamentares do Novo argumentam que:

  • o caso envolve a maior fraude contra aposentados da história;
  • é necessário ouvir todos os supostos beneficiários;
  • Lulinha deve esclarecer se seu nome, CPF, empresas ou contadores aparecem em transações suspeitas.

Para a oposição, a convocação seria “necessária, proporcional e urgente” para esclarecer a extensão do esquema criminoso.

Mesmo rejeitado, o pedido de convocação pode voltar ao debate caso novas evidências sejam apresentadas. A comissão segue analisando documentos sigilosos, relatórios financeiros e depoimentos que serão colhidos nas próximas semanas.

Se a convocação for aprovada futuramente, Lulinha poderá ser obrigado a prestar esclarecimentos formais ao colegiado.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Aposentados#Brasil#Congresso#CPMI#fraude#Fraudes#INSS#Investigação#Lulinha#política#PolíticaBrasileira
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