O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Política
ALERJ, cozinhas escolares, merenda escolar, educação pública, fiscalização, condições de trabalho, política pública

Reprodução | Agência Brasil

Comissão da ALERJ reage à precarização e promete vistorias nas unidades de ensino

Trabalhadoras relatam excesso de carga horária e ambientes insalubres

Redação Por Redação
01/12/2025 - 09:16
em Política
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

Leia Também

Governo propõe usar R$ 11,2 bilhões em emendas para financiar transporte gratuito

Quaest: Flávio tem 45% e Lula 44% no segundo turno

A Comissão de Legislação Participativa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro anunciou que dará início a uma série de fiscalizações nas cozinhas da rede estadual de ensino. A decisão foi comunicada durante audiência pública realizada no plenário da Casa, com foco nas condições de trabalho das profissionais da alimentação escolar e na qualidade das estruturas físicas das unidades.

Como desdobramento do debate, o colegiado informou que irá desenvolver um Mapa das Cozinhas Escolares, ferramenta que deve orientar a identificação de problemas estruturais e apoiar ações de inspeção. A proposta é reunir dados sobre infraestrutura, equipamentos e organização do serviço de alimentação para embasar medidas corretivas.

O presidente da comissão, Yuri, afirmou que garantir merenda adequada passa, necessariamente, pela valorização de quem trabalha nas cozinhas. Segundo ele, situações recorrentes como terceirização, falhas no cumprimento de cardápios e ambientes sem condições apropriadas de funcionamento comprometem a política de alimentação escolar. Para o parlamentar, qualidade no prato depende de estrutura, reconhecimento e dignidade no trabalho.

Na mesma linha, o deputado Flávio Serafini destacou que a categoria ainda carece de políticas públicas consistentes de valorização. Ele ressaltou que a maioria das trabalhadoras é formada por mulheres, em grande parte negras, e apontou a desvalorização histórica desse tipo de atividade no país. Para o parlamentar, enfrentar essa desigualdade exige garantir respeito, estabilidade e condições reais de trabalho.

Representantes da categoria levaram ao plenário uma lista de reivindicações. A cozinheira Kerley Arruda relatou a sobrecarga causada pela jornada semanal de 45 horas e defendeu a redução para 30 horas. Segundo ela, a rotina é física e emocionalmente exaustiva, com permanência em locais quentes e, em muitos casos, sem ventilação adequada. Houve relatos de mal-estar durante o último verão em cozinhas sem equipamentos básicos, como ventiladores.

Clécia Vieira, também cozinheira escolar, relembrou a origem da função no Brasil, ligada ao enfrentamento da desnutrição infantil a partir da década de 1940. Ela afirmou que, apesar da relevância histórica da alimentação escolar na melhoria das condições nutricionais de crianças, a profissão continua pouco reconhecida pelo poder público, mesmo sendo essencial para milhares de estudantes.

No campo técnico, a nutricionista Fernanda Bainha apontou um descompasso no modelo de financiamento da política de alimentação escolar. Segundo ela, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação destina recursos principalmente para a compra de alimentos, enquanto estados e municípios ficam responsáveis por despesas com mão de obra, equipamentos e infraestrutura. O resultado, de acordo com a especialista, é a existência de cardápios bem planejados, mas difíceis de executar na prática por falta de condições adequadas.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Rose Silveira, destacou que os problemas se repetem em diferentes regiões do estado. Para ela, é necessária uma ação articulada para melhorar as condições de trabalho, reduzir a carga horária e ampliar investimentos em saúde ocupacional. A dirigente também defendeu maior participação das cozinheiras nos conselhos escolares e nos espaços de decisão.

Ao final do encontro, a comissão reafirmou o compromisso de avançar com o mapeamento e com as fiscalizações, com a promessa de acompanhar os resultados e cobrar providências dos órgãos responsáveis.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Alerj#Fiscalização#Merenda Escolarcondições de trabalhocozinhas escolareseducação públicapolítica pública
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Visitante morre após entrar em área restrita de leão em parque zoológico de João Pessoa

Próxima notícia

Concurso do Rei Momo movimenta Dia do Samba em Rio das Ostras

Redação

Redação

Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados." ... Millôr Fernandes

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital