Câmara cancela reunião e posterga PEC da Segurança e PL Antifacção para 2026

Textos avançaram no Senado, mas enfrentam resistência entre deputados

Câmara cancela reunião e posterga debate sobre segurança pública e facções criminosas para 2026.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados decidiu adiar para 2026 a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e do Projeto de Lei Antifacção. A reunião que estava prevista para esta terça-feira (16/12), com o objetivo de discutir os dois textos, foi cancelada após um entendimento entre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os líderes partidários.

Segundo parlamentares, o adiamento ocorreu diante da avaliação de que os temas gerariam forte divisão política neste fim de ano legislativo. A decisão partiu dos próprios líderes das bancadas, que defenderam a transferência do debate para o próximo ano.

“O entendimento foi de que são matérias que dividiriam muito os líderes neste momento. Por isso, tanto a PEC da Segurança quanto o PL Antifacção ficaram para 2026”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), em conversa com jornalistas.

O Projeto de Lei Antifacção havia avançado com dificuldades na Câmara, mas foi aprovado por unanimidade no Senado no último dia 10. O texto aprovado pelos senadores, relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE), recriou o tipo penal de facção criminosa, instituiu um fundo nacional específico para o combate ao crime organizado e retirou pontos considerados polêmicos da versão original enviada pelo governo federal.

Apesar da aprovação no Senado, a proposta ainda enfrenta resistência entre deputados, que sinalizam intenção de alterar o texto. Lindbergh destacou que o governo pretende atuar para preservar a versão aprovada pelos senadores.

“A avaliação é que muitos deputados vão querer mexer no relatório. Nós, do PT e do governo, vamos defender o texto construído pelo senador Alessandro Vieira, que teve aprovação unânime e amplo respaldo de especialistas”, declarou.

Com o adiamento, não há previsão de retomada das discussões ainda neste ano. A expectativa é que o debate seja reaberto no início dos trabalhos legislativos de 2026

*Da Agência Fonte Exclusiva

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