O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (22), arquivar a representação que pedia a cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O deputado, que está há meses nos Estados Unidos, é acusado por opositores de ter abandonado suas funções parlamentares.
A decisão foi tomada por maioria simples, após análise do parecer que recomendava o arquivamento. Segundo os integrantes do colegiado, a ausência do deputado não configura, por si só, quebra de decoro, já que ele justificou as viagens como compromissos políticos internacionais.
O Conselho de Ética é formado por parlamentares de diversos partidos, entre eles Luciano Vieira (PL-RJ), presidente do colegiado, e nomes como Bia Kicis (PL-DF), Abilio Brunini (PL-MT), Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Bacelar (PV-BA). O órgão é responsável por julgar casos de conduta inadequada de deputados federais.
A decisão ocorre em meio a críticas de opositores e movimentos civis que cobram maior rigor do Conselho diante de ausências prolongadas e uso do mandato para articulações políticas internacionais.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
