O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma nova estratégia nacional de enfrentamento às facções criminosas e ao crime organizado em todo o país.
O pacote prevê investimento total de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para os estados.
Segundo comunicado da Presidência da República, o programa foi construído em diálogo com governos estaduais, especialistas em segurança pública e forças policiais, com o objetivo de enfraquecer as estruturas econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas.
A iniciativa será estruturada em quatro eixos principais: asfixia financeira das facções, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas. A estratégia busca atingir diretamente a capacidade de financiamento e expansão dessas organizações.
Em declarações recentes, Lula destacou a necessidade de enfraquecer a base econômica do crime organizado. Segundo o presidente, muitas facções já operam como redes transnacionais e possuem atuação diversificada em diferentes setores da sociedade.
“Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais”, afirmou o presidente, ao citar também a presença dessas organizações em diversos setores, incluindo atividades econômicas formais e informais.
Após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, Lula também sinalizou abertura para cooperação internacional no combate às estruturas financeiras do crime organizado.
O governo federal informou que o programa será oficializado por meio de decreto presidencial e quatro portarias. Para ter acesso aos recursos do BNDES, os estados deverão aderir formalmente às diretrizes estabelecidas pelo plano.
A expectativa do governo é que a iniciativa amplie a capacidade de investigação, reduza o poder financeiro das facções e fortaleça a integração entre União e estados no enfrentamento à criminalidade organizada.
*Da Agência Fonte Exclusiva
