O ex-presidente Jair Bolsonaro permanecerá sob prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, mas poderá receber visitas controladas de seus filhos, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida organiza o acesso familiar e reforça protocolos de segurança e saúde durante o cumprimento da detenção.
Segundo a determinação, Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, e Renan Bolsonaro visitarão o pai separadamente, com duração máxima de 30 minutos cada. Carlos e Flávio terão acesso na terça-feira (25), das 9h às 11h, enquanto Renan poderá visitar na quinta-feira (27), no mesmo horário. Advogados e equipe médica permanecem liberados para visitas, e a Polícia Federal deve seguir orientações específicas em caso de intercorrência médica, incluindo acionamento do Samu.
Neste domingo (23), Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Motivos da prisão preventiva
A prisão preventiva foi determinada após a Polícia Federal registrar tentativa de violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente na sexta-feira (21) e a realização de uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar. O episódio motivou a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seap) a alertar sobre o risco de fuga.
A defesa afirma que a ação de Bolsonaro com a tornozeleira ocorreu devido a confusão e paranoia causadas por interação medicamentosa, e que ele colaborou com a substituição do equipamento, não havendo intenção de fuga.
Condenação e execução da pena
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal conhecida como trama golpista. A execução da pena pode começar nas próximas semanas, após a Primeira Turma do STF rejeitar os embargos de declaração apresentados por Bolsonaro e outros seis réus, mantendo a condenação e possibilitando o início do cumprimento em regime fechado.
*Da Agência Fonte Exclusiva
