O setor de transportes do Peru avalia decretar uma paralisação de 48 horas em resposta ao avanço da violência e das extorsões praticadas por grupos criminosos em diferentes regiões do país. A possível greve pode ocorrer entre os dias 15 e 17 de dezembro, caso o governo não apresente medidas concretas para conter a insegurança que afeta empresas e trabalhadores do transporte urbano.
A informação foi confirmada por Martín Ojeda, diretor da Câmara Internacional da Indústria de Transportes do Peru, que classificou como ineficazes as ações adotadas até agora pelo Poder Executivo. Segundo ele, a mobilização surge como forma de pressão diante da falta de respostas efetivas do Estado ao aumento dos crimes contra o setor.
Nas últimas duas semanas, mais de 25 ônibus pertencentes a cinco empresas diferentes foram incendiados em ataques atribuídos a esquemas de extorsão. De acordo com representantes do setor, os crimes continuaram mesmo em casos nos quais as empresas já estariam pagando o chamado “dinheiro de proteção” exigido por gangues criminosas.
Ojeda também criticou o presidente José Jerí, afirmando que promessas feitas anteriormente para enfrentar o problema não foram cumpridas. Ele relatou que reuniões realizadas com integrantes do governo não resultaram em avanços práticos nem em um plano consistente de segurança.
Como última tentativa de negociação, os representantes do transporte concederam um prazo de sete dias úteis para que o governo apresente um plano de ação abrangente para combater a criminalidade e proteger o setor. Caso não haja resposta ou compromisso formal, a greve de 48 horas no transporte urbano será anunciada oficialmente, com impacto direto na mobilidade das principais cidades peruanas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
