A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 provocou críticas de um dos maiores nomes da história do futebol nacional.
O ex-atacante Romário afirmou que o Brasil teve uma atuação abaixo do esperado na derrota por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final, e avaliou que faltou uma postura mais competitiva em um jogo decisivo.
Após a partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no domingo (5), o tetracampeão mundial analisou que a equipe brasileira não conseguiu controlar o confronto e permitiu que os noruegueses ditassem o ritmo desde o início.
“Galera, infelizmente hoje o Brasil foi pequeno. A posse de bola da Noruega, até o gol do Haaland, não estava machucando a gente, mas, mesmo assim, deixamos os caras mandarem na partida desde o primeiro minuto”, afirmou Romário.
O ex-jogador reconheceu que a Seleção criou oportunidades durante o duelo e apresentou uma melhora em alguns momentos, mas considerou que a reação não foi suficiente para mudar o resultado diante da importância da partida.
“O Brasil jogou mal, mas criou chances e melhorou um pouquinho em determinado momento. Mas foi pouco. Muito pouco”, declarou.
Haaland decide e Brasil desperdiça oportunidade
Um dos momentos mais importantes da partida aconteceu ainda no primeiro tempo, quando Bruno Guimarães teve a chance de abrir o placar em uma cobrança de pênalti, mas parou no goleiro norueguês Orjan Nyland.
Na segunda etapa, a Noruega contou com a eficiência do atacante Erling Haaland, que marcou duas vezes e colocou sua seleção em vantagem. Os gols saíram aos 34 e aos 44 minutos do segundo tempo.
Neymar ainda diminuiu a diferença nos minutos finais ao converter outro pênalti, mas o gol não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira.
Para Romário, a principal diferença entre as equipes esteve na capacidade de decisão do centroavante norueguês.
“E, no fim, apareceu a diferença que decide jogo grande: os caras tinham o Haaland, um matador. A gente não tem. Ele teve as chances dele e marcou dois gols”, afirmou.
Ex-jogador critica postura da Seleção
Romário também avaliou que o desempenho brasileiro não correspondeu à importância de uma partida eliminatória de Copa do Mundo. Segundo ele, jogos dessa dimensão exigem uma preparação mental diferente.
“Em Copa, todo jogo é final, e hoje o Brasil não entrou com essa mentalidade. Foi um futebol lamentável, digno de quem mereceu ser eliminado”, disse.
Com o resultado, o Brasil repetiu sua pior campanha em Copas do Mundo desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final, diante da Argentina. A eliminação amplia ainda o jejum da Seleção, que não conquista o Mundial desde o título de 2002.
O histórico contra a Noruega também permanece negativo. Em cinco confrontos entre as seleções, o Brasil ainda não conseguiu vencer, acumulando três derrotas e dois empates.
Ao comentar o futuro da equipe após a queda, Romário afirmou que o momento exige reflexão antes de buscar responsáveis.
“Agora é fácil apontar culpados. Melhor digerir essa porrada, aprender a lição e entender o que está acontecendo”, declarou.
O ex-atacante encerrou a análise destacando a característica decisiva do futebol em grandes competições: “Copa é isso: quem não faz, leva. E quem leva, volta pra casa”.
*Da Agência Fonte Exclusiva
