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Projeto de Gianni Infantino para incluir investidores privados nos direitos comerciais da Copa do Mundo teria sido abandonado após resistência da UEFA, divergências internas e pressão sobre a FIFA.

Imagem: Reprodução/ Pablo Morano/BSR Agency/ Via RT

Projeto de Infantino para explorar direitos da Copa com investidores privados perde força

Proposta enfrentou resistência de entidades do futebol, divergências internas na FIFA e a saída de um assessor ligado ao presidente da organização.

redacao Por redacao
31/07/2026 - 21:22
em Esporte
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A tentativa de criar uma estrutura com participação de investidores privados para administrar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo teria perdido força dentro da FIFA. Segundo informações divulgadas pelo New York Post nesta sexta-feira (31), a operação estaria sendo abandonada diante da reação negativa de federações, confederações e integrantes da própria entidade.

A iniciativa foi apresentada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, e previa a criação de uma empresa voltada à exploração comercial de ativos relacionados ao principal torneio de seleções do mundo. A estrutura poderia alcançar uma avaliação estimada em US$ 20 bilhões e permitiria a entrada de investidores externos com participação minoritária.

Entre os possíveis interessados estaria Joshua Kushner, fundador da Thrive Capital e irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pessoas familiarizadas com as negociações afirmaram ao jornal norte-americano que a operação não deverá seguir adiante. Uma das fontes declarou, sob anonimato, que os envolvidos não pretendem continuar associados ao projeto diante da repercussão negativa.

UEFA aumenta pressão sobre a FIFA

A resistência à proposta ganhou força principalmente na Europa. De acordo com os relatos divulgados pela imprensa, a UEFA teria considerado a possibilidade de boicotar competições organizadas pela FIFA caso o projeto avançasse.

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A reação das entidades europeias ampliou a pressão sobre Gianni Infantino e revelou divergências relacionadas à estratégia financeira da organização. Dirigentes ligados ao futebol europeu também teriam discutido a possibilidade de apoiar uma alternativa à atual liderança da FIFA.

Nesse contexto, o nome de Nasser al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e uma das figuras influentes do futebol europeu, chegou a ser mencionado como possível alternativa.

Assessor de Infantino deixou o cargo

A proposta também provocou discordâncias dentro da própria FIFA. Carlos Cordeiro, que atuava como assessor sênior de Gianni Infantino, renunciou à função após se posicionar contra o projeto.

Cordeiro questionou principalmente a ideia de transferir uma parcela dos direitos comerciais e de mídia da Copa do Mundo para uma nova estrutura empresarial. A possibilidade de investidores adquirirem aproximadamente 20% da companhia foi um dos pontos que motivaram sua oposição.

A saída ocorreu enquanto a FIFA tentava rebater as críticas ao projeto. A entidade afirmou que a iniciativa não representaria uma privatização do futebol nem significaria a perda do controle sobre suas competições.

Segundo a organização, decisões relacionadas a regulamentos, calendário, governança e aspectos esportivos continuariam sob responsabilidade da FIFA. A eventual empresa teria como atribuição principal ampliar a exploração comercial dos torneios e criar novas fontes de receita.

Projeto enfrenta futuro incerto

A proposta surgiu como parte de uma estratégia para ampliar a capacidade de geração de recursos da FIFA a partir de seus principais ativos comerciais. Entretanto, a resistência das entidades esportivas, as divergências internas e a saída de um assessor de alto escalão aumentaram os obstáculos para sua implementação.

Caso as informações sobre o abandono da operação sejam confirmadas, o projeto de criação da estrutura comercial com participação privada não deverá avançar nos moldes inicialmente discutidos.

A controvérsia, contudo, evidencia a disputa em torno do futuro modelo de exploração dos direitos comerciais da Copa do Mundo e da forma como a FIFA pretende ampliar suas receitas sem alterar o controle institucional sobre as competições.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #CarlosCordeiro#CopaDoMundo#DireitosComerciais#Esportes#Fifa#Futebol#FutebolInternacional#GianniInfantino#JoshuaKushner#MundoDosEsportes#NasserAlKhelaifi#NotíciasDoFutebol#ThriveCapital#UEFA
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