Como parte de uma reformulação histórica promovida pela FIFA, a Copa do Mundo de 2026 marcará o início de uma nova era para o principal torneio do futebol mundial.
A competição, que será realizada simultaneamente nos México, Estados Unidos e Canadá, apresentará mudanças significativas dentro e fora de campo, ampliando o alcance do evento e estabelecendo um modelo que deverá ser adotado nas próximas edições.
Pela primeira vez, o Mundial contará com a participação de 48 seleções nacionais, tornando-se a edição mais abrangente já organizada.
O aumento no número de equipes também resultará em um calendário maior, com 104 partidas ao longo da competição, número inédito na história do torneio.
A abertura do campeonato também será cercada de simbolismos. O confronto inaugural repetirá o duelo entre México e África do Sul, que abriu a Copa de 2010.
Além disso, o Estádio Azteca entrará para a história ao se tornar o primeiro palco a receber três cerimônias de abertura de Copas do Mundo, após sediar os eventos de 1970 e 1986.
A dimensão continental da competição será reforçada por uma programação especial organizada pela FIFA. Antes do início do torneio, eventos de contagem regressiva acontecerão simultaneamente em cidades dos três países-sede, reunindo artistas locais e internacionais em apresentações conectadas por transmissões integradas. A proposta é destacar a diversidade cultural das nações anfitriãs e reforçar o caráter global do campeonato.
A cerimônia de abertura seguirá a mesma linha. Em vez de uma única celebração, haverá apresentações em cada um dos países organizadores, unidas por um conceito comum que mistura futebol, música e identidade cultural.
No México, por exemplo, a programação destacará elementos tradicionais da cultura nacional, com apresentações inspiradas no folclore, na arte popular e nas tradições indígenas.
Entre os artistas anunciados para os eventos estão Shakira, J Balvin, Anitta, Katy Perry, Michael Bublé e Alanis Morissette, além de representantes da cena musical latino-americana, africana e norte-americana.
No aspecto esportivo, a competição também apresentará uma nova estrutura. As 48 seleções serão distribuídas em 12 grupos de quatro equipes.
Avançarão para a fase eliminatória os dois melhores colocados de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados, formando uma etapa inédita com 32 participantes.
Essa fase inicial do mata-mata passará a ser chamada oficialmente de “Rodada de 32”, substituindo o modelo tradicional que começava diretamente nas oitavas de final. A mudança amplia o número de confrontos eliminatórios e aumenta o desafio para as equipes que buscam o título.
Como consequência do novo formato, a seleção campeã precisará disputar oito partidas para conquistar a taça, uma a mais do que nas edições anteriores.
A ampliação do torneio, combinada à realização em três países e ao maior número de jogos da história, transforma a Copa do Mundo de 2026 em um dos eventos esportivos mais ambiciosos já organizados pela FIFA, tanto em escala quanto em alcance global.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
