A preparação para a Copa do Mundo de 2026 voltou a ser marcada por debates políticos e diplomáticos após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre imigração e controle de entrada no país.
Durante conversa com jornalistas, Trump afirmou que o governo norte-americano trabalha para garantir a entrada das “pessoas certas” nos Estados Unidos ao ser questionado sobre dificuldades enfrentadas por torcedores estrangeiros na obtenção de vistos para acompanhar o torneio.
As declarações surgem em meio ao endurecimento das políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos, que ampliaram exigências para emissão de vistos e reforçaram mecanismos de controle de entrada no território norte-americano.
O tema tem gerado preocupação entre torcedores, delegações esportivas e representantes ligados à organização do Mundial, que será sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México.
Outro episódio envolvendo a competição ocorreu com a seleção do Haiti. A FIFA solicitou alterações no uniforme que será utilizado pela equipe durante a Copa do Mundo.
A fabricante Saeta informou que a Federação Haitiana de Futebol foi alertada sobre elementos considerados passíveis de interpretação política.
Segundo a empresa, o uniforme trazia referências visuais à Batalha de Vertières, confronto histórico ocorrido em 1803 e considerado decisivo para a independência haitiana em relação à França.
A ilustração presente na camisa teria motivado o pedido de revisão da entidade máxima do futebol, que mantém regras restritivas sobre manifestações políticas em competições oficiais.
As questões migratórias também atingiram diretamente a arbitragem internacional. O árbitro somali Omar Artan, que seria o primeiro representante da Somália a atuar em uma Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos mesmo possuindo visto válido, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.
Ao retornar à Somália, Artan foi recebido com homenagens em um estádio lotado na capital Mogadíscio. Em nota, a FIFA afirmou que não interfere em decisões migratórias adotadas pelos países-sede. Já o governo canadense declarou que o árbitro é bem-vindo ao território do país.
Outro episódio de repercussão política envolveu a seleção do Irã. Os jogadores desembarcaram em Tijuana, no México, utilizando broches em homenagem às vítimas de um ataque atribuído pelas autoridades iranianas aos Estados Unidos.
O acessório trazia o número 168, referência à quantidade de mortos em um bombardeio contra uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã.
Segundo o governo iraniano, a maioria das vítimas seria formada por estudantes e meninas. Teerã acusa Washington de responsabilidade pelo ataque e classifica o episódio como violação de direitos humanos e crime de guerra.
A utilização dos broches pelos atletas foi interpretada como um gesto simbólico de protesto durante o período que antecede o torneio mundial.
Os episódios reforçam como a Copa do Mundo de 2026 vem sendo impactada não apenas por questões esportivas, mas também por tensões diplomáticas, debates migratórios e manifestações políticas envolvendo países participantes e autoridades internacionais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
