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Joan Capdevila conseguiu viajar aos Estados Unidos para assistir à final entre Espanha e Argentina após ter o ESTA inicialmente recusado.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Capdevila consegue liberação e viaja para acompanhar Espanha na final da Copa

Campeão mundial de 2010 teve autorização eletrônica recusada por viagem ao Irã, mas solucionou o impasse poucas horas antes da decisão.

redacao Por redacao
19/07/2026 - 17:03
em Esporte
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Da possibilidade de acompanhar a decisão apenas pela televisão ao embarque de última hora para Nova York, Joan Capdevila viveu horas de incerteza antes da final da Copa do Mundo de 2026.

O ex-lateral, campeão mundial pela Espanha em 2010, conseguiu solucionar uma pendência migratória e viajou aos Estados Unidos para assistir ao confronto contra a Argentina.

A confirmação foi feita na madrugada deste domingo (19) por Marcos Senna. O brasileiro naturalizado espanhol publicou uma fotografia ao lado de Capdevila durante o embarque e usou a expressão “rumo à segunda estrela”, em referência à tentativa da seleção de conquistar novamente o título mundial.

Os dois atuaram juntos no Villarreal e integraram a geração que iniciou o período mais vitorioso da história recente do futebol espanhol. Senna participou da conquista da Eurocopa de 2008, enquanto Capdevila esteve naquela campanha e também foi titular durante todo o Mundial de 2010.

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Autorização eletrônica foi recusada

A viagem de Capdevila ficou ameaçada após a rejeição de seu pedido no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem, conhecido como ESTA.

O mecanismo é utilizado por cidadãos de países incluídos no Programa de Isenção de Vistos dos Estados Unidos. Quando aprovado, permite viagens de curta duração sem a necessidade de obtenção prévia de um visto convencional.

O ex-jogador revelou a negativa nas redes sociais e pediu auxílio às autoridades norte-americanas e espanholas. Ele marcou o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e representantes do governo da Espanha ligados ao esporte.

Capdevila demonstrou frustração diante da possibilidade de perder a partida e afirmou que desejava acompanhar a final ao lado dos filhos e de antigos companheiros da seleção campeã mundial.

O apelo ganhou repercussão entre torcedores, ex-atletas e personalidades espanholas. O chef José Andrés, que vive nos Estados Unidos, também solicitou publicamente que as autoridades e a FIFA colaborassem para encontrar uma solução.

Passagem pelo Irã provocou o bloqueio

Segundo o próprio Capdevila, a dificuldade estava relacionada a uma viagem realizada ao Irã em 2016.

Naquele ano, o ex-lateral participou de um amistoso em Teerã que reuniu antigos jogadores do Campeonato Espanhol e ex-integrantes do futebol iraniano. A visita teve finalidade esportiva, mas passou a interferir em sua situação migratória uma década depois.

As regras norte-americanas limitam o uso do ESTA por pessoas que estiveram no Irã a partir de 1º de março de 2011. Em situações desse tipo, o viajante geralmente precisa solicitar um visto convencional, salvo exceções avaliadas pelas autoridades.

A rejeição do pedido eletrônico não representa uma acusação criminal. Ela apenas impede que a entrada seja realizada pelo sistema simplificado até que o interessado obtenha outra autorização válida.

Solução ocorreu sem explicação oficial

Não foram divulgados detalhes sobre o procedimento que permitiu o embarque. Também não foi esclarecido se Capdevila recebeu um visto emergencial, uma autorização excepcional ou outro tipo de liberação administrativa.

A publicação feita por Marcos Senna confirmou apenas que o problema havia sido resolvido e que os dois estavam a caminho dos Estados Unidos.

A mobilização foi concluída poucas horas antes da decisão, permitindo que Capdevila se juntasse a outros integrantes da seleção campeã mundial de 2010 convidados para acompanhar a partida.

Ligação entre duas gerações

A presença de Capdevila nas arquibancadas terá valor simbólico para o futebol espanhol. O ex-lateral disputou os sete jogos da campanha de 2010 e participou da final vencida por 1 a 0 sobre a Holanda, na África do Sul.

Andrés Iniesta marcou o gol da conquista durante a prorrogação. O título transformou aquela equipe na primeira seleção espanhola a levantar a taça da Copa do Mundo.

O elenco reunia nomes como Iker Casillas, Carles Puyol, Sergio Ramos, Xavi Hernández, Xabi Alonso, David Villa e Fernando Torres. Capdevila ocupou a lateral esquerda durante toda a competição e foi reconhecido pela regularidade defensiva.

Dezesseis anos depois, o ex-jogador acompanhará uma nova geração tentando repetir a conquista e acrescentar a segunda estrela ao uniforme da Espanha.

Final coloca campeões frente a frente

Espanha e Argentina disputam a decisão neste domingo, em Nova Jersey. A partida está marcada para as 16h, pelo horário de Brasília.

A seleção espanhola chegou à final depois de eliminar a França. Já os argentinos superaram a Inglaterra e entram em campo defendendo o título conquistado em 2022.

A Espanha tenta repetir o feito de 2010. A Argentina busca seu quarto troféu mundial, depois das conquistas de 1978, 1986 e 2022.

Após enfrentar uma corrida contra o tempo para regularizar a documentação, Capdevila conseguiu embarcar. O campeão mundial estará presente para acompanhar a seleção espanhola na tentativa de escrever outro capítulo histórico.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Argentina#CopaDoMundo2026#Espanha#ESTA#EstadosUnidos#FinalDaCopa#Futebol#JoanCapdevila#MarcosSenna#SelecaoEspanhola
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