O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, compareceu a um tribunal federal nos Estados Unidos em meio a uma série de ações judiciais que acusam a empresa de desenvolver plataformas digitais capazes de estimular dependência psicológica em milhões de jovens e adolescentes.
Os processos sustentam que redes sociais como Facebook e Instagram teriam sido estruturadas com recursos de design e algoritmos voltados a ampliar o tempo de permanência dos usuários, utilizando mecanismos de recompensa emocional, rolagem contínua de conteúdo e notificações frequentes.
Segundo os autores das ações, esse modelo de funcionamento teria contribuído para o crescimento de casos de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais entre menores de idade.
As acusações fazem parte de um movimento mais amplo de pressão regulatória sobre empresas de tecnologia em diferentes países. Autoridades públicas, famílias e especialistas em saúde buscam responsabilizar plataformas digitais por possíveis impactos negativos no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.
Em resposta, a Meta afirma que investe em ferramentas de segurança, controles parentais e recursos voltados ao bem-estar digital, além de sustentar que a responsabilidade pelo uso das redes sociais deve ser compartilhada entre empresas, famílias e sociedade.
A companhia também contesta a tese de que seus produtos tenham sido projetados para causar danos psicológicos.
Zuckerberg vai ao tribunal após acusações de que redes da Meta incentivam uso compulsivo e afetam a saúde mental de jovens. Caso pode impactar regras das plataformas digitais no mundo. Siga @Portal_VIU #Zuckerberg, #Meta, #RedesSociais, #SaúdeMental, #Tecnologia pic.twitter.com/c7M1VRXovN
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O caso pode trazer consequências relevantes para o setor de tecnologia. Dependendo das decisões judiciais, novas regras poderão ser impostas ao funcionamento de algoritmos, à coleta de dados de menores e à forma de distribuição de conteúdos nas plataformas digitais.
Especialistas avaliam que o desfecho das ações tem potencial para redefinir parâmetros globais de proteção à infância no ambiente online e influenciar futuras legislações sobre segurança digital.
*Da Agência: Fonte Exclusiva
