O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, revelou nesta quarta-feira (28) um plano para realizar um ato terrorista financiado pelos EUA, buscando boicotar as eleições regionais e legislativas ocorridas na Venezuela. As provas do ato foram encontradas após a detenção de um líder da oposição venezuelana.
Durante uma coletiva de imprensa, três dias após a realização de comícios no país sul-americano, Cabello comentou sobre o material encontrado nos telefones, agendas e cadernos carregados pelo opositor Juan Pablo Guanipa, ao ser detido na última sexta-feira acusado de liderar um “grupo terrorista sinistro”.
O caminho do dinheiro
No celular do opositor, foi descoberta uma transferência bancária no valor de U$ 9.531,97, que segundo um organograma realizado pelas autoridades venezuelanas, provêm do Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, em inglês), um órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA.
Segundo apontou Cabello, os valores da OFAC foram transferidos para a Fundação Conrad N. Hilton, sediada na Califórnia. Dali, o dinheiro foi enviado para o fugitivo da Justiça venezuelana Leopoldo López, que o repassou para o conglomerado da Coalizão por Venezuela e, através de uma plataforma de envio de dinheiro, chegou às mãos de Guanipa.
No próprio site da Fundação Conrad N. Hilton, está registrado um financiamento de U$ 75.000 dólares em 2023 para a Coalição por Venezuela, para “apoiar a capacitação dos líderes de refugiados na promoção de políticas e diplomacia em preparação para o Foro Mundial sobre os Refugiados de 2023”.
Desde o mandato de Hugo Chávez, Caracas tem destacado que distintas ONG, que obtêm financiamento de Washington, promovem atividades para desestabilizar e impulsionar a violência contra as instituições venezuelanas. Devido a isso, a Assembleia Nacional aprovou em 2024 uma lei para regulamentar essas organizações, demandando que declarem a origem de seus fundos.
Cabello também manifestou que os planos terroristas incluíam ataques contra as embaixadas e residências da Colômbia, Espanha, França e na sede da Organização das Nações Unidas na Venezuela.
O funcionário de alto escalão também comunicou que, nos últimos 10 dias, quase 60 ataques a instalações petrolíferas foram neutralizados pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e pela estatal Petróleos de Venezuela, Sociedad Anónima (PDVSA).
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.
