O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou inquietação internacional ao afirmar nesta sexta-feira, durante um fórum de investimentos em Miami, que “Cuba é a próxima”.
A declaração fez referência aos recentes sucessos militares dos EUA na Venezuela e no Irã, mas não especificou quais medidas poderiam ser tomadas contra a ilha.
Trump destacou a força das Forças Armadas norte-americanas, ressaltando que seu propósito principal é a dissuasão, mas que elas podem ser acionadas quando necessário. A mensagem deixou o tom da política externa dos EUA para Cuba em aberto, aumentando a incerteza sobre possíveis desdobramentos.
A situação em Cuba é marcada por uma profunda crise econômica, agravada pelo embargo norte-americano, que limita, entre outras ações, a importação de petróleo da Venezuela.
A escassez de combustível tem causado apagões frequentes, afetando mais de 10 milhões de habitantes e prejudicando serviços essenciais, como hospitais, escolas e transporte público.
O clima de instabilidade social pressiona o governo de Miguel Díaz-Canel, enquanto a retórica de Trump e o endurecimento das sanções elevam os riscos de escalada militar.
Analistas internacionais acompanham de perto o cenário, atentos aos impactos sobre a população e à postura futura de Washington na região.
*Da Agência Fonte Exclusiva
