As equipes de emergência continuam trabalhando nas áreas atingidas por um forte terremoto que provocou deslizamentos de terra e inundações no Nepal e na Região Autônoma do Tibete, na China. Diante do número de vítimas, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou, nesta quarta-feira (26), uma mensagem de solidariedade aos países afetados.
Segundo informações divulgadas pela polícia nepalesa e pela televisão estatal chinesa, pelo menos 157 pessoas morreram no Nepal e outras três no território chinês. A tragédia teria sido agravada pelo rompimento de uma área inferior de uma geleira, provocando uma grande movimentação de água, lama e detritos.
Em nota, o Itamaraty lamentou as mortes e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas, além das populações e dos governos do Nepal e da China.
Até o momento, não há confirmação de brasileiros entre os mortos ou desaparecidos.
Mais de 400 turistas ainda não foram encontrados
As buscas continuam em diferentes pontos das regiões atingidas. Segundo o Ministério do Turismo do Nepal, mais de 400 turistas ainda não haviam sido localizados. Desse total, aproximadamente 340 seriam estrangeiros.
Entre as pessoas desaparecidas estão cerca de 133 indianos, que viajavam pela região para participar de uma peregrinação. Também há registros de 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 australianos e 33 britânicos ainda não encontrados.
Na China, a situação também permanece grave. Em Gyirong, uma das áreas atingidas pelas inundações e pelos deslizamentos, 265 pessoas continuam desaparecidas.
Brasil acompanha situação de cidadãos
As representações diplomáticas brasileiras em Katmandu, no Nepal, e em Pequim, na China, estão acompanhando os trabalhos de resgate e verificando se há brasileiros entre as pessoas afetadas.
Quem estiver no Nepal e precisar de assistência em uma situação de emergência pode entrar em contato com o plantão consular da Embaixada do Brasil em Katmandu.
Já os brasileiros que estejam na região do Tibete devem procurar o plantão consular da representação brasileira em Pequim.
O Itamaraty também mantém um canal de atendimento em Brasília pelo telefone (61) 98260-0610.
Resgates seguem durante a noite
As equipes de emergência continuavam mobilizadas para procurar sobreviventes e localizar os corpos das vítimas. As condições no terreno, no entanto, dificultam o trabalho, principalmente nas áreas atingidas por lama, água e grandes volumes de detritos.
Um dos pontos mais afetados foi o distrito de Rasuwa, no Himalaia, próximo à fronteira entre o Nepal e a China.
Do lado chinês, o porto de Gyirong sofreu danos graves e acabou destruído pela força das águas e da lama.
Com centenas de pessoas ainda desaparecidas, as autoridades dos dois países mantêm as operações de busca enquanto tentam dimensionar completamente os impactos provocados pelo desastre.
*Da Agência Fonte Exclusiva
