As forças armadas do Afeganistão e do Paquistão entraram em confronto intenso na noite de sexta-feira (11) ao longo de vários trechos da fronteira de 2,6 mil quilômetros que separa os dois países. Foram usados fuzis, morteiros, artilharia pesada e até aeronaves, elevando a tensão regional.
De acordo com a versão afegã, os ataques foram uma resposta ao bombardeio paquistanês realizado na quinta-feira (9) contra território afegão. Cabul afirma que a operação foi bem-sucedida, resultando em 58 militares paquistaneses mortos e 30 feridos, além da captura de 25 postos militares. O governo afegão declarou ter suspendido os ataques a pedido do Catar e da Arábia Saudita, e acusou o Paquistão de abrigar militantes do grupo extremista Daesh.
Já Islamabad nega ter iniciado o confronto. O Paquistão afirmou que os ataques afegãos coincidiram com a visita do chanceler afegão à Índia, país que chamou de “maior patrocinador do terrorismo na região”. Segundo as autoridades paquistanesas, 23 militares morreram e 29 ficaram feridos, enquanto mais de 200 combatentes afegãos e “grupos aliados” teriam sido mortos. O governo paquistanês reiterou que continuará agindo militarmente caso o Afeganistão não neutralize os grupos terroristas em seu território.
A escalada reforça o clima de instabilidade na fronteira e preocupa potências regionais, que pedem cessar-fogo imediato e retomada do diálogo diplomático.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
