O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, defendeu neste sábado (6) as operações militares realizadas pelo governo americano no Caribe como parte da ofensiva antidrogas conduzida pela atual administração. Durante o Fórum Nacional de Defesa Reagan, na Califórnia, ele afirmou que as ações demonstram “a determinação dos EUA” em impedir que embarcações ligadas ao narcotráfico cheguem à costa americana.
O discurso ocorre no momento em que o governo enfrenta críticas crescentes por causa de um ataque subsequente que resultou na morte de sobreviventes de uma embarcação alvo da operação. Segundo informações divulgadas pela CNN, o caso chamou a atenção de parlamentares e provocou a abertura de novas discussões no Congresso, sobretudo diante de preocupações jurídicas envolvendo o tratamento de náufragos.
Documentos militares apontam que atacar pessoas em situação de vulnerabilidade pode caracterizar violação das leis de guerra. A ação, realizada em setembro, levou comissões do Senado a solicitar esclarecimentos sobre os protocolos adotados e sobre a cadeia de comando que autorizou o disparo.
Hegseth, no entanto, afirmou apoiar a decisão operacional tomada pelo almirante Frank “Mitch” Bradley, responsável pela missão. Ele negou ter determinado que todos os ocupantes fossem eliminados e classificou as acusações como “caricaturas” do processo de tomada de decisão dentro do Pentágono.
Durante reuniões informativas, parlamentares assistiram a registros da operação, o que intensificou a divisão entre diferentes alas políticas. Enquanto parte dos legisladores considera a ação incompatível com normas internacionais, outra parcela argumenta que a ofensiva é necessária para conter o fluxo de narcóticos para os Estados Unidos.
A campanha militar no Caribe já destruiu 23 embarcações e deixou pelo menos 87 mortos desde o início das operações. Especialistas consultados por comissões legislativas alertam que a iniciativa pode ampliar riscos diplomáticos e jurídicos, sobretudo se novas controvérsias surgirem a partir das investigações em andamento.
Da Agência Fonte Exclusiva
