Rússia considera “inaceitável” possibilidade de fornecimento de armas nucleares à Ucrânia

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores alerta para risco de escalada e ameaça à segurança nacional e global.

A Rússia classificou como inaceitável qualquer fornecimento de armas nucleares à Ucrânia por Reino Unido ou França, alertando para riscos de escalada e resposta firme de Moscou.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Toby Melville / WPA-Pool

A Rússia reagiu com firmeza à possibilidade de que o Reino Unido e a Françaja” à Ucrânia. Nesta terça-feira (26), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou a possibilidade como “categoricamente inaceitável” e de “forte caráter escalatório”, alertando que qualquer passo nesse sentido representaria ameaça direta à segurança russa e ao regime internacional de não proliferação nuclear.

Zakharova ressaltou que a Ucrânia, ao aderir ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares como Estado não nuclear, comprometeu-se a não adquirir tais armamentos, enquanto Reino Unido e França, como Estados detentores, têm obrigação de não transferi-los nem induzir terceiros a obtê-los.

A porta-voz ainda citou declarações de Vladimir Zelensky em 2022 sobre revisão do status nuclear, classificando-as como “provocativas” e reforçando a posição de Moscou.

Segundo Zakharova, qualquer auxílio a Kiev para adquirir capacidades nucleares seria visto como “uma tentativa de criar ameaça direta à segurança crítica” da Rússia, que “receberá uma resposta dura”.

A diplomata alertou ainda que tais planos seriam perigosos às vésperas da Conferência de Revisão do TNP, marcada para abril, podendo comprometer a segurança global.

O Serviço de Inteligência Externa da Rússia afirmou que Reino Unido e França estariam planejando secretamente o envio de uma ogiva nuclear francesa à Ucrânia.

O presidente Vladimir Putin reiterou que Moscou não permitirá que Kiev possua armamento nuclear, mantendo postura intransigente frente ao tema.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile