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Venezuela agradece apoio da Rússia e critica estratégia dos EUA para a América Latina

Palacio de Miraflores / Divulgação

Rússia alerta para risco de conflito e Venezuela acusa EUA de “neocolonialismo”

Declarações de Moscou sobre a presença militar norte-americana fortalecem discurso de Maduro contra ações dos EUA.

Redação Por Redação
10/12/2025 - 10:02
em Internacional
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O governo da Venezuela afirmou nesta terça-feira (9) que recebe com “agradecimento e apoio” as declarações do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sobre o aumento das tensões envolvendo os Estados Unidos na América Latina. Moscou reagiu à nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA e alertou para o que chamou de “intenções neocolonialistas do imperialismo norte-americano” na região.

Na segunda-feira (8), a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que o Pentágono “alimenta deliberadamente” tensões em torno da Venezuela e disse esperar que Washington “evite cair em um conflito em larga escala com consequências imprevisíveis para todo o hemisfério ocidental”.

O chanceler venezuelano, Yván Gil, elogiou o posicionamento da Rússia e afirmou que a fala “reflete o firme rechaço ao crescente intervencionismo dos EUA”, comparando a estratégia atual ao “corolário Roosevelt” de 1904 e à Doutrina Monroe de 1823, historicamente associadas ao controle político e militar norte-americano sobre a América Latina.

A nova estratégia norte-americana

Segundo Zakharova, a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA representa uma atualização da política externa para o hemisfério ocidental, que ela classificou como uma espécie de “corolário Trump à Doutrina Monroe”. Para Moscou, as diretrizes reforçam a ideia de que os EUA se reservam o direito de intervir em países latino-americanos sob justificativas de estabilidade ou combate ao crime organizado.

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Operações militares e acusações contra Caracas

Desde agosto, os Estados Unidos mantêm uma força militar posicionada nas proximidades da costa venezuelana, oficialmente como parte de ações antidrogas. Posteriormente, Washington lançou a operação “Lança do Sul”, com o objetivo declarado de eliminar “narcoterroristas” e proteger o território norte-americano.

As ações incluíram bombardeios a embarcações no Caribe e no Pacífico. Segundo denúncias internacionais, mais de 80 pessoas morreram nesses ataques, sem que o governo dos EUA tenha apresentado provas de que os alvos estavam envolvidos com o tráfico de drogas.

Paralelamente, Washington acusou o presidente Nicolás Maduro de comandar um cartel de narcotráfico e aumentou o valor da recompensa por sua captura. Caracas afirma que tais acusações têm motivação política e que o verdadeiro objetivo é promover uma mudança de governo para acessar as reservas de petróleo e gás do país.

Questionamentos internacionais

Dados da ONU e da própria DEA, agência antidrogas dos EUA, indicam que a Venezuela não é rota principal de envio de entorpecentes para os Estados Unidos — mais de 80% das drogas seguem pelo Pacífico. Para o governo venezuelano, essa informação desmonta o argumento militar norte-americano.

As operações dos EUA têm sido criticadas por diversos países e organismos internacionais. A Rússia, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e governos como Colômbia, México e Brasil condenaram os bombardeios, classificados por especialistas como “execuções sumárias” que violam tratados internacionais.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AmericaLatina#Caracas#EUA#políticaexterna#Russia#Venezuela
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