Nesta quarta-feira (7), a chaminé da Capela Sistina produziu fumaça pretas — a primeira votação do conclave terminou sem a eleição de um novo papa. Como era esperado, não houve consenso entre os cardeais. Nunca na história um papa foi escolhido já na primeira rodada de votos, e desta vez não foi diferente.
O conclave continuará na quinta-feira, com quatro votações previstas ao longo do dia. São necessários 2/3 dos votos para que a fumaça saia branca e o novo papa seja eleito.
Como funciona a votação no conclave
Tudo começa com o sorteio de nove cardeais, divididos em três grupos: um para recolher votos de cardeais doentes, outro para contar os votos, e o último para revisar o resultado. Cada cardeal recebe uma cédula onde escreve, à mão, o nome do candidato que quer eleger.
O voto é dobrado e depositado numa urna. Depois, vem a contagem: os nomes são lidos em voz alta. Para ser eleito, o candidato precisa de ao menos 90 votos — ou seja, dois terços dos 134 cardeais votantes.
Se ninguém alcançar esse número, queima-se tudo: cédulas, anotações, tudo vai para o fogo. Daí vem a fumaça, que comunica ao mundo se o novo papa foi escolhido. Fumaça preta: não. Fumaça branca: sim.
Hoje, estava previsto apenas uma rodada de votação. A partir de amanhã, o ritmo acelera: quatro votações por dia, duas pela manhã e duas à tarde, até que o sucessor do papa Francisco seja definido. Quando for, o sinal será claro: fumaça branca irá surgir no céu de Roma.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.
