O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma carta aberta em inglês destinada ao povo dos Estados Unidos e a todos “que buscam a verdade”, defendendo que os iranianos não guardam inimizade contra outros países, incluindo os EUA, a Europa e nações vizinhas.
Na publicação feita na rede social X, Pezeshkian destacou que o Irã sofreu diversas intervenções estrangeiras ao longo da história e busca combater o que chamou de “enxurrada de distorções e narrativas fabricadas”.
O presidente enfatizou que a distinção entre governos e povos estrangeiros é um princípio cultural profundo no país.
O líder iraniano criticou a presença militar americana na região, alegando que bases próximas ao território iraniano representam ameaça, justificando o fortalecimento das defesas nacionais, sempre segundo uma lógica de autodefesa.
Ele recordou episódios históricos que deterioraram as relações com os EUA, como a Operação Ajax, apoio ao regime do xá, respaldo a Saddam Hussein na guerra dos anos 1980, sanções econômicas e ataques militares.
Pezeshkian também mencionou avanços internos do país, incluindo aumento da alfabetização, expansão do ensino superior, desenvolvimento tecnológico e melhorias na saúde e infraestrutura, ao mesmo tempo em que criticou os impactos humanitários das sanções e bombardeios recentes.
O presidente questionou se os interesses do povo americano estão sendo atendidos pelo conflito e sugeriu que Israel poderia estar influenciando os EUA para intensificar a guerra.
Ele concluiu convidando os cidadãos norte-americanos a conhecer a realidade iraniana por meio de dados concretos e experiências de imigrantes bem-sucedidos, em contraponto à desinformação.
O conflito, que já dura um mês, levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, resultou na morte de autoridades iranianas importantes, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, e provocou aumento de aproximadamente 50% no preço do barril de petróleo, além de preocupações ambientais e climáticas.
Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento sobre a guerra às 22h, horário de Brasília.
*Da Agência Fonte Exclusiva
