Sete pessoas foram presas na França e em outros países da Europa por envolvimento no ousado assalto que resultou no roubo de joias da coroa francesa avaliadas em 88 milhões de euros (cerca de R$ 520 milhões). O caso, considerado um dos maiores crimes contra o patrimônio histórico europeu nas últimas décadas, ocorreu em plena luz do dia e chocou o mundo da arte.
De acordo com a Promotoria de Paris, os criminosos utilizaram um guindaste industrial para içar cofres inteiros de um museu localizado no Vale do Loire. A ação durou menos de 15 minutos e foi realizada com precisão milimétrica. As joias roubadas faziam parte do acervo da família real francesa e estavam sob exibição pública desde 2012.
Entre as peças levadas estão a coroa da imperatriz Eugénie, o cetro de Carlos X e um colar de diamantes datado do século XIX. Especialistas descrevem o roubo como “um golpe cinematográfico”, comparando-o a cenas de filmes de espionagem.
As autoridades francesas confirmaram que parte do grupo foi detida em Marselha e Lyon, enquanto outros suspeitos foram localizados na Bélgica e na Suíça. A Interpol e a Europol apoiaram a operação internacional, que envolveu rastreamento de comunicações e movimentações financeiras em criptomoedas.
A polícia ainda busca recuperar as joias, que podem ter sido desmontadas para revenda clandestina. O Ministério da Cultura da França classificou o crime como “um ataque direto ao patrimônio nacional”.
“Não se trata apenas de um roubo de valor econômico, mas de um atentado contra a memória e a identidade da França”, declarou a ministra da Cultura, Rachida Dati.
Os investigadores trabalham com a hipótese de que o grupo possuía informações privilegiadas sobre a estrutura do museu e os horários de vigilância. Um dos detidos é um ex-funcionário de uma empresa de transporte de obras de arte.
O caso trouxe à tona debates sobre a segurança de museus europeus e a vulnerabilidade de acervos históricos em exposições públicas.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
