A corrida presidencial no Peru chega ao primeiro turno neste domingo (12) em um cenário altamente fragmentado, com 35 candidatos na disputa e sem um favorito consolidado.
O país volta às urnas em meio a uma prolongada crise política e forte desconfiança da população em relação às instituições.
As pesquisas indicam que nenhum dos concorrentes deve alcançar os votos necessários para vencer na primeira rodada, o que torna praticamente certa a realização de um segundo turno em junho.
O pleito ocorre após anos de instabilidade institucional e sucessivas trocas de governo.
Entre os principais nomes aparece a candidata de direita Keiko Fujimori, que lidera as sondagens com pequena vantagem.
Esta é a quarta tentativa da ex-congressista de chegar à presidência, com uma campanha centrada no combate à criminalidade e no endurecimento das políticas de segurança pública.
A disputa pela segunda vaga no eventual segundo turno permanece aberta, com diversos candidatos tecnicamente empatados nas pesquisas mais recentes.
O elevado número de indecisos reforça a incerteza sobre o resultado final.
A violência e a insegurança são os principais temas da campanha, seguidos por propostas de reforma institucional e medidas econômicas para enfrentar a crise. Analistas apontam que o cenário reflete o desgaste dos partidos tradicionais e o crescimento do voto fragmentado no país.
O processo eleitoral também ocorre em meio a denúncias de corrupção e instabilidade política prolongada, que resultaram em mudanças frequentes de liderança nos últimos anos e contribuíram para a baixa confiança do eleitorado no sistema político peruano.
*Da Agência Fonte Exclusiva
