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Pesquisa da Universidade de Nottingham mostra que o cérebro de adultos saudáveis envelheceu mais rápido durante a pandemia, mesmo sem infecção. Entenda os impactos.

É importante destacar que apenas os que foram infectados pela Covid-19 apresentaram queda em certas habilidades cognitivas, como flexibilidade mental e velocidade de processamento — Foto: Pexels

Pandemia acelerou envelhecimento cerebral até em quem não teve Covid

Estudo britânico revela que estresse e isolamento causaram alterações neurológicas em saudáveis

Redação Por Redação
28/07/2025 - 11:07
em Internacional
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Pessoas que nunca contraíram COVID-19 podem ter sofrido envelhecimento cerebral acelerado durante a pandemia. A conclusão é de um estudo pioneiro da Universidade de Nottingham (Reino Unido), publicado na Nature Communications, que associa o estresse, isolamento e incerteza do período a alterações neurológicas mensuráveis.

Metodologia Reveladora

Pesquisadores analisaram ressonâncias magnéticas longitudinais de 1.000 adultos saudáveis do UK Biobank:

  • Compararam exames feitos antes e depois da pandemia;

  • Usaram inteligência artificial para calcular a “idade cerebral” (idade aparente vs. idade real);

  • Detectaram mudanças mais intensas em idosos, homens e populações socioeconomicamente vulneráveis.

Diferença Crucial: Infecção vs. Impacto Psicológico

O estudo revelou dois fenômenos distintos:

  1. Todos expostos à pandemia apresentaram sinais de envelhecimento cerebral acelerado;

  2. Apenas infectados tiveram declínio cognitivo (velocidade de processamento e flexibilidade mental).

“Isso mostra como a experiência pandêmica em si – isolamento e incerteza – afetou nossa saúde cerebral”, explica o neurologista Ali-Reza Mohammadi-Nejad, líder da pesquisa.

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Esperança na Reversibilidade

Apesar das alterações estruturais, os cientistas destacam:

  • Não há evidências de sintomas clínicos em não infectados;

  • As mudanças podem ser reversíveis com retorno à normalidade;

  • “A saúde cerebral é moldada pelo ambiente cotidiano”, reforça a professora Dorothee Auer, coautora.

A equipe ressalta a necessidade de monitoramento contínuo para avaliar a recuperação neurológica pós-pandemia.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #Covid19#EnvelhecimentoCerebral#Isolamentosocial#Neurociência#Pandemia#pesquisacientifica#SaúdeMental#SaúdePública
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