Uma intensa onda de calor atinge diversos países da Europa e já provoca impactos graves na saúde pública, infraestrutura e serviços essenciais, além de um número expressivo de mortes associadas às altas temperaturas.
De acordo com estimativas citadas pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, mais de 1,3 mil pessoas morreram em apenas uma semana em decorrência do calor extremo no continente. O fenômeno afeta cerca de 150 milhões de pessoas no hemisfério norte.
Em países como a França, autoridades apontam que aproximadamente mil mortes podem estar relacionadas ao calor recorde registrado nos últimos dias, afetando principalmente idosos. Em várias regiões, os termômetros ultrapassaram os 40°C, intensificando os riscos à saúde.
O impacto também atingiu diferentes setores da infraestrutura. Na Alemanha, a cidade de Leipzig suspendeu o funcionamento de bondes após deformações no asfalto provocadas pelo calor.
Já na Hungria, uma usina nuclear reduziu sua produção devido ao aumento da temperatura das águas do rio Danúbio, usadas no sistema de resfriamento.
Outros países registraram consequências adicionais. No Chipre, duas crianças morreram após permanecerem dentro de um veículo exposto ao calor extremo.
Na região dos Bálcãs, incêndios florestais atingiram áreas da Croácia e da Albânia, agravando o cenário de emergência ambiental.
Também foram registrados recordes históricos de temperatura em países como Áustria, República Tcheca e Polônia, reforçando a dimensão do evento climático.
Cientistas afirmam que a Europa tem aquecido em ritmo superior à média global, o que intensifica a frequência e a intensidade de ondas de calor como a atual.
O episódio é considerado um dos mais severos já registrados no continente e evidencia os desafios crescentes impostos pelas mudanças climáticas e seus impactos diretos sobre populações e sistemas urbanos.
*Da Agência Fonte Exclusiva
