Protestos no Nepal deixam mortos e feridos após bloqueio de redes sociais

Bloqueio de plataformas digitais para conter fake news gerou revolta popular, mortes, feridos e renúncia do primeiro-ministro K.P. Sharma Oli.

Nepal censura redes sociais para combater fake news a partir de 8/9, mas população reage com protestos e acusações de cerceamento da liberdade de expressão.

Imagem: reprodução/redes sociais

O governo do Nepal, liderado por partidos de esquerda, anunciou na segunda-feira (8/9) restrições temporárias às redes sociais, incluindo Facebook, Twitter e TikTok, alegando conter a disseminação de notícias falsas em meio a intensa atividade política.

A medida provocou reação imediata da população. Milhares de jovens saíram às ruas de Katmandu e outras cidades, acusando o governo de censura e violação da liberdade de expressão.

Confrontos e vítimas

O que começou como protestos pacíficos degenerou em confrontos violentos com a polícia. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e, em alguns pontos, munição real. Até o momento, registram-se:

Um dos episódios mais trágicos ocorreu quando Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal, morreu após sua residência em Dallu, Katmandu, ter sido incendiada por manifestantes. Ela foi levada em estado crítico ao Hospital de Queimados de Kirtipur, mas não resistiu aos ferimentos.

Protestos no Nepal contra bloqueio de redes sociais deixam mortos e feridos, incluindo esposa de ex-primeiro-ministro.

Repercussão política

A crise resultou na revogação do bloqueio, mobilização militar, decretos de toque de recolher, debates sobre novas eleições e discussões sobre leis para combater desinformação sem ferir liberdades civis. O episódio expôs o conflito entre controle da informação e preservação de direitos democráticos no Nepal.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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