O termo “TACO”, acrônimo para Trump Always Chickens Out (“Trump sempre se acovarda”, em tradução livre), virou sensação nas redes sociais brasileiras nesta semana, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A sigla rapidamente escalou para os assuntos mais comentados da internet.
Imagens satíricas do presidente norte-americano, como montagens em que aparece fantasiado de galinha ou servindo um taco ao presidente Lula, inundaram plataformas como X (antigo Twitter), simbolizando o que usuários apontam como uma tendência de Trump a recuar de medidas comerciais com o Brasil.
O apelido ganhou notoriedade em maio de 2025, quando o colunista Robert Armstrong, do Financial Times, usou o termo em uma análise de mercado. Lá, “TACO trade” passou a denominar uma estratégia de investidores que lucram com a volatilidade gerada por anúncios de tarifas que provavelmente serão revertidos.
Economistas lembram de exemplos recentes que sustentam o meme: uma semana após anunciar as “Tarifas do Dia da Libertação”, Trump voltou atrás sob pressão de setores econômicos. O padrão de ameaças seguidas por recuos reforçou a percepção de que o presidente age mais por retórica do que por firmeza estratégica.
A nova tarifa de 50% anunciada agora por Trump contra produtos brasileiros também se encaixa nesse contexto, segundo analistas. O decreto, no entanto, isenta cerca de 700 itens — entre eles suco de laranja, petróleo e aviões — e só passa a valer a partir de 6 de agosto, o que contribuiu ainda mais para o humor irônico nas redes.
A viralização do termo mostra como o discurso político internacional vem sendo moldado e contestado não apenas por líderes e instituições, mas também pela cultura digital, que transforma crises diplomáticas em conteúdo viral e memes de alcance global.
Da Agência Fonte Exclusiva.
