O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta semana durante audiência no Tribunal Federal de Nova York, onde respondem a acusações de narcoterrorismo e porte ilegal de armas. A sessão foi acompanhada de perto por órgãos internacionais e pela mídia, incluindo a CNN e a agência Reuters.
Maduro será representado pelo advogado Barry Pollack, que ajudou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, a negociar um acordo em 2024 que possibilitou sua saída da prisão. Pollack possui mais de 30 anos de experiência em casos criminais complexos e de grande repercussão. Ao lado dele, atua o co-advogado Mark Donnelly.
Durante a audiência, o juiz iniciou a leitura do resumo das acusações enquanto o casal acompanhava a tradução simultânea por fones de ouvido. Entre os crimes imputados estão narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para possuir armas ilegais contra os Estados Unidos.
Maduro declarou: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, enquanto sua esposa, Cilia Flores, também se declarou inocente de todas as acusações. A defesa informou que não solicitou liberdade provisória no momento, mas poderá pedir fiança futuramente. O juiz marcou nova audiência para o dia 17 de março.
Em paralelo, a Venezuela exigiu a imediata libertação do casal. O representante permanente da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou nesta segunda-feira (5) que o governo americano deve respeitar a imunidade do presidente e da primeira-dama e garantir seu retorno seguro ao país. “Solicitamos que o governo dos Estados Unidos seja instado a respeitar plenamente as imunidades do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, bem como sua libertação imediata e retorno seguro à Venezuela”, declarou Moncada.
O caso atrai atenção internacional, não apenas pelo contexto jurídico, mas também pela dimensão diplomática envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, reforçando tensões políticas e debates sobre imunidade e soberania.
*Da Agência Fonte Exclusiva
