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NICOLAS MADURO NOS EUA

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro 12/06/2023REUTERS/

Maduro anuncia criação de zona de defesa de Guiana Essequiba e nomeia general

Sede ficará em cidade venezuelana; medida aumenta a tensão na região

Redação Por Redação
06/12/2023 - 07:34
em Internacional
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (5) a criação da zona de defesa integral da Guiana Essequiba e nomeou um general como “única autoridade” da área.

A região conta com três Áreas de Desenvolvimento Integral e 28 setores de Desenvolvimento Integral, militares e administrativamente dependentes da Região de Defesa Integral da Guiana.

“Esta sede da Zona de Defesa Integral da Guiana Essequiba ficará sediada em Tumeremo e designo provisoriamente o Major General Alexis José Rodríguez Cabello como autoridade única na Guiana Essequiba”, destacou Maduro.

O presidente venezuelano também ordenou publicar e divulgar nas escolas e universidades do país um novo mapa da Venezuela, que inclui a Guiana Essequiba como parte do território.

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Ele também afirmou nesta terça que autorizaria a exploração de petróleo ao redor do rio Essequibo. A região de Essequibo equivale a cerca de dois terços do território nacional da Guiana. Ela é rica em petróleo e virou objeto de longa disputa entre os dois países.

Segundo Maduro, a petrolífera estatal PDVSA e a produtora estatal de ferro e aço CVG criarão divisões para a região disputada. Se um novo estado venezuelano for criado, o chefe de Estado ressaltou que as empresas que operam na área teriam três meses para sair.

Um referendo no domingo (3) aprovou medidas que podem levar à anexação do território. As cinco perguntas do referendo foram aprovadas com mais de 95% de aprovação, segundo a autoridade eleitoral do país.

Com o aumento da tensão na área e iminência de uma invasão, o governo brasileiro enviou 16 tanques para Roraima. O efetivo militar do Exército brasileiro também ganhou reforço na fronteira, e a inteligência da Polícia Federal monitora a situação.

*Com informações da CNN e Reuters

Tags: #Guiana#Nicolas Maduro#Venezuela
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