As tensões no Oriente Médio aumentaram nesta semana após o Irã recusar a proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos.
Segundo informações da agência estatal iraniana, o país considerou o plano “excessivo e desconectado da realidade”.
De acordo com fontes paquistanesas, a proposta norte-americana continha 15 pontos, incluindo a suspensão do desenvolvimento de armas nucleares, desativação de usinas de enriquecimento de urânio em Natanz, Isfahan e Fordow, interrupção do apoio a grupos aliados na região, como o Hezbollah, e a criação de uma zona marítima livre no estreito de Hormuz. A Casa Branca ainda não divulgou oficialmente o conteúdo do documento.
O Irã apresentou uma contraproposta, exigindo o fim das agressões, garantias de não escalada do conflito, indenizações por danos e reconhecimento internacional sobre seus direitos no estreito de Ormuz.
As negociações seguem com mediação do Paquistão, com participação da Turquia.
Enquanto o diálogo ocorre, os combates continuam. Mísseis atingiram Teerã e Tel Aviv, e no Líbano a ofensiva terrestre de Israel avança.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a ampliação da zona tampão no sul libanês, com destruição de pontes e residências em uma faixa de cerca de 30 quilômetros dentro do território.
Especialistas alertam que a rejeição do cessar-fogo aumenta o risco de escalada regional e pode afetar o mercado internacional de petróleo, dado o papel estratégico do estreito de Hormuz no transporte de combustíveis.
*Da Agência Fonte Exclusiva
