O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou neste domingo (8) que o país não abrirá mão de nenhum centímetro de seu território, em resposta às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu mudanças no mapa do Irã após o conflito em curso.
Em vídeo oficial, Pezeshkian afirmou que Teerã permanecerá firme contra qualquer tentativa de invasão, mobilizando todos os partidos, grupos e correntes internas para proteger a soberania nacional.
O presidente criticou ainda os Estados Unidos e Israel, acusando ambos de tentar provocar um conflito entre o Irã e os países vizinhos do Golfo Pérsico.
“O inimigo quer criar discórdia e nos levar à guerra com nossos irmãos da região”, disse Pezeshkian, ressaltando que o Irã mantém relações amistosas com os países vizinhos e pretende trabalhar em conjunto para evitar manipulações externas.
Tensões recentes e movimentações militares
No sábado (7), Trump afirmou que não é possível garantir que o Irã manterá suas fronteiras atuais ao final do conflito, aumentando preocupações sobre a integridade territorial do país.
Na mesma ocasião, ele declarou que os Estados Unidos estariam “vencendo a guerra por ampla margem”, mas admitiu que as hostilidades devem se prolongar.
O alerta sobre a soberania iraniana se intensificou após relatos de tentativas de Israel e EUA de envolver milícias curdas no conflito, visando pressionar Teerã.
Em resposta, forças iranianas atacaram posições de grupos separatistas na região do Curdistão, no norte do Iraque, na madrugada de sábado. Um porta-voz militar do Irã deixou claro que qualquer ação contra o território nacional será repelida com força.
Contexto da escalada
A crise atual começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã e mísseis atingiram pontos estratégicos.
Durante a operação, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e outros altos oficiais do governo foram mortos.
Em retaliação, o Irã lançou múltiplas ondas de mísseis balísticos contra Israel e bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio, aumentando a tensão regional e levantando preocupações sobre a estabilidade política e militar da região.
*Da Agência Fonte Exclusiva
