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Irã lançou mísseis contra Israel após bombardeios israelenses em Beirute. Ataques elevaram a tensão regional e provocaram pressão dos EUA por contenção.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva/IA

Irã lança mísseis contra Israel após bombardeios em Beirute e aumenta tensão no Oriente Médio

Ataque iraniano ocorreu horas depois de Israel atingir alvos do Hezbollah nos arredores da capital libanesa; Netanyahu reuniu autoridades de segurança e Israel sinalizou que poderia reagir.

redacao Por redacao
30/08/2026 - 09:04
em Internacional
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Uma nova troca de ataques entre Israel e Irã colocou o Oriente Médio novamente diante do risco de uma escalada militar. Na noite de 7 de junho, o Irã lançou uma série de mísseis balísticos em direção ao território israelense, horas depois de Israel bombardear alvos nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, cerca de dez mísseis foram disparados em diferentes salvas, principalmente na direção do norte do país. Sirenes de alerta foram acionadas em cidades como Haifa e Safed, e moradores foram orientados a procurar abrigos. O Exército israelense informou que os projéteis foram interceptados ou caíram em áreas abertas e que não houve registro de vítimas atingidas diretamente pelos mísseis.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o ataque teve como alvo a base aérea de Ramat David, localizada no norte de Israel. Segundo Teerã, a ofensiva foi uma resposta aos bombardeios realizados por Israel na região de Dahiyeh, área ao sul de Beirute onde o Hezbollah mantém forte presença.

O governo iraniano também classificou o lançamento dos mísseis como um aviso. A Guarda Revolucionária ameaçou ampliar os ataques contra interesses israelenses e americanos na região caso, segundo Teerã, novas ofensivas fossem realizadas.

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Israel havia atacado Beirute depois que o Hezbollah disparou contra o norte do território israelense. Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que a operação em Dahiyeh havia sido autorizada em resposta aos disparos do grupo libanês. A imprensa estatal do Líbano informou inicialmente que duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas. A Reuters afirmou que não havia conseguido confirmar de forma independente quais alvos haviam sido atingidos nem se os mortos pertenciam ao Hezbollah.

Após os lançamentos iranianos, Netanyahu reuniu autoridades da área de segurança para avaliar os próximos passos. O comando militar israelense informou que estava preparado para atacar o Irã caso recebesse autorização do governo. Autoridades israelenses também indicaram que uma resposta poderia ocorrer, mesmo que não fosse imediata.

Estados Unidos pressionam por contenção

A escalada provocou reação imediata dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump disse que entraria em contato com Netanyahu para pedir que Israel não respondesse ao ataque iraniano naquele momento.

Trump argumentou que uma nova rodada de ataques poderia comprometer as negociações conduzidas por Washington com Teerã. O presidente americano afirmou que não queria que os avanços diplomáticos fossem prejudicados por uma sequência de retaliações entre os dois países.

Apesar da pressão americana, as Forças de Defesa de Israel permaneceram em estado de alerta. Escolas chegaram a ser fechadas em todo o país e foram impostas restrições a grandes eventos enquanto as autoridades avaliavam a possibilidade de novos lançamentos iranianos.

Israel e Irã voltam a trocar ataques

O episódio marcou o primeiro lançamento direto de mísseis iranianos contra Israel desde o cessar-fogo que havia interrompido os ataques entre os dois países em abril. A retomada dos disparos aumentou a preocupação de que a disputa no Líbano pudesse se transformar novamente em um confronto direto entre Israel e Irã.

Nas horas seguintes, a tensão continuou. Israel realizou ataques contra alvos no Irã, enquanto Teerã voltou a lançar projéteis. Em 8 de junho, porém, os dois lados sinalizaram uma suspensão das ofensivas após pressão dos Estados Unidos.

Netanyahu afirmou posteriormente que Israel mantinha o direito de se defender e advertiu que, caso o Irã retomasse os ataques, haveria uma resposta israelense com força.

A sequência de acontecimentos mostrou como o confronto entre Israel e o Hezbollah no Líbano pode atingir rapidamente outras frentes. O Irã é o principal aliado regional do grupo libanês, e qualquer aumento das operações israelenses em Beirute mantém aberta a possibilidade de novas ações de Teerã.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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