O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) do Irã anunciou nesta terça-feira (7) novas operações militares contra infraestruturas dos Estados Unidos e de seus aliados, com o objetivo de limitar o acesso regional ao petróleo e gás por “anos” e pressionar a retirada das forças estrangeiras.
Segundo comunicado do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, os ataques visam alvos militares, de segurança e econômicos de Israel, além de instalações ligadas aos EUA.
Desde o amanhecer, forças navais e aeroespaciais iranianas lançaram mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra bases e centros de comando americanos, bem como concentrações militares israelenses em territórios ocupados.
Entre os alvos atingidos estão dois complexos petroquímicos na Arábia Saudita: um em Al Jubail, operado por Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, e outro em Al Juaymah, sob a Chevron Phillips, que sofreram ataques com mísseis de médio alcance e drones.
Além disso, um navio porta-contêineres israelense foi atingido enquanto transportava equipamentos militares pelo porto de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e pelo Estreito de Ormuz.
O comunicado também mencionou ataques de drones contra o centro de manutenção da Marinha americana em Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e contra sistemas de radar e destacamentos nos arredores da base aérea Ahmad al Jaber, no Kuwait.
As ações ocorrem após ofensivas conjuntas de Israel e EUA na madrugada de sábado (28), visando neutralizar ameaças do Irã.
Como retaliação, Teerã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás, e intensificou ataques com mísseis e drones, pressionando os preços internacionais dos combustíveis.
O ultimato do ex-presidente norte-americano Donald Trump ao Irã se encerra nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), com a ameaça de “fazer desaparecer uma civilização inteira” caso o país persa não aceite um acordo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
