Irã envia recado ao Golfo e promete reação dura a ataques em meio à escalada no Oriente Médio

Presidente Masoud Pezeshkian afirma que Teerã não inicia conflitos, mas alerta países vizinhos sobre uso de territórios para ações militares.

Teerã endurece discurso e alerta países do Golfo sobre possível uso de bases militares contra o Irã.

📸 Reprodução/RT

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez neste sábado (28) um pronunciamento direcionado aos países do Golfo Pérsico, reforçando a posição de Teerã diante da escalada de tensões no Oriente Médio. Segundo ele, o país não adota ações ofensivas de forma preventiva, mas reagirá com firmeza caso seja alvo de ataques.

A declaração foi divulgada por meio de sua conta na plataforma X, onde o líder iraniano pediu que as nações da região evitem permitir que seus territórios sejam utilizados por forças adversárias.

“Se desejam desenvolvimento e estabilidade, não permitam que nossos inimigos utilizem seus territórios contra nós”, afirmou Pezeshkian.

O posicionamento ocorre em meio a um cenário de crescente pressão internacional. Países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein, têm intensificado articulações com os Estados Unidos, defendendo medidas que limitem de forma permanente a capacidade militar iraniana.

Autoridades desses países indicam que estão preparadas para um possível agravamento do conflito e rejeitam a possibilidade de um Irã fortalecido militarmente após o atual cenário de tensões.

Do lado americano, o presidente Donald Trump anunciou recentemente a prorrogação por mais 10 dias da suspensão de ataques contra instalações energéticas iranianas. A decisão, segundo Washington, busca abrir espaço para eventuais avanços diplomáticos.

No entanto, o governo iraniano nega a existência de negociações em andamento, o que aumenta a incerteza sobre os próximos desdobramentos da crise.

Analistas avaliam que o alerta de Teerã reflete uma estratégia de dissuasão, especialmente diante da possibilidade de utilização de bases militares em países vizinhos para operações contra o território iraniano. O risco de uma escalada regional permanece elevado, com potenciais impactos no mercado global de energia e na segurança internacional.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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