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Gettyimages.ru via RT

Irã diz que Estreito de Ormuz não voltará ao cenário anterior à guerra

Presidente do Parlamento iraniano afirma que Teerã terá papel direto na administração da rota marítima, enquanto negociações com os EUA tentam garantir segurança para navios comerciais.

redacao Por redacao
23/06/2026 - 07:29
em Internacional
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O Irã elevou o tom sobre o futuro do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. O presidente do Parlamento iraniano e chefe da equipe de negociação do país, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que a passagem não voltará às condições anteriores à guerra e que Teerã terá papel direto em sua administração.

A declaração foi feita após Qalibaf retornar de uma rodada de negociações com representantes dos Estados Unidos na Suíça. Segundo a imprensa internacional, o dirigente iraniano disse que o país pretende agir dentro das normas do direito internacional, mas deixou claro que a gestão da rota marítima será tratada como assunto estratégico pela República Islâmica.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. A região é considerada essencial para o comércio global de energia, já que por ali passam grandes volumes de petróleo e gás natural exportados por países do Oriente Médio. Por isso, qualquer instabilidade no local provoca preocupação imediata em governos, empresas de navegação, seguradoras e mercados internacionais.

A fala de Qalibaf ocorre em meio a uma disputa diplomática intensa entre Teerã e Washington. Os Estados Unidos defendem garantias de livre navegação e segurança para embarcações comerciais. Já o Irã tenta consolidar maior influência sobre a administração do estreito, alegando que a nova realidade regional exige mecanismos diferentes dos adotados antes do conflito.

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Apesar da retórica firme, o negociador iraniano também informou que Teerã aceitou criar uma linha de comunicação para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz. A medida tem como objetivo evitar incidentes militares, reduzir riscos de confronto e dar mais previsibilidade ao tráfego marítimo.

Nos últimos dias, dados de navegação indicaram uma retomada gradual do movimento de petroleiros e navios de gás natural liquefeito pela região. A circulação, no entanto, ainda é acompanhada com cautela, principalmente por causa das incertezas sobre segurança, seguros marítimos e cumprimento dos acordos em discussão.

Omã, país que também faz fronteira com a rota marítima, tem atuado nas conversas diplomáticas. Autoridades omanenses e iranianas discutiram princípios para garantir a liberdade de navegação no estreito conforme o direito internacional. Mascate tenta preservar seu papel de mediador e evitar que a tensão comprometa o fluxo comercial na região.

O governo dos Estados Unidos, por sua vez, pressiona por garantias mais amplas. Declarações recentes do presidente Donald Trump aumentaram a tensão ao sugerir que Washington poderia exercer papel direto na proteção da navegação em Ormuz, caso as negociações não avancem.

A disputa pelo Estreito de Ormuz deve continuar no centro das tratativas entre Irã e Estados Unidos. Para Teerã, a passagem marítima representa soberania, segurança e influência regional. Para Washington e seus aliados, a prioridade é impedir bloqueios, cobranças ou restrições que possam afetar o abastecimento global de energia.

O desfecho dessas negociações poderá definir não apenas o futuro da navegação no Golfo Pérsico, mas também o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio nos próximos meses.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

Tags: #ComércioGlobal#Diplomacia#EstadosUnidos#EstreitoDeOrmuz#GásNatural#Geopolítica#Irã#Navegação#NotíciasInternacionais#OrienteMédio#Ormuz#Petroleo#Qalibaf#TensãoNoGolfo#Trump
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