O governo do Irã divulgou neste domingo (22) um conjunto de possíveis medidas de resposta caso ocorram ataques contra sua infraestrutura energética por parte dos Estados Unidos e de Israel. O posicionamento foi apresentado por autoridades militares iranianas após declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que mencionou a possibilidade de ações militares caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto dentro de um prazo de dois dias.
Entre as medidas citadas por representantes do Exército iraniano está a possibilidade de manter o Estreito de Ormuz fechado até que eventuais instalações energéticas danificadas sejam reconstruídas. A região é considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás, concentrando uma parcela significativa da circulação mundial desses recursos.
As autoridades iranianas também indicaram que infraestruturas energéticas e tecnológicas de Israel poderiam ser alvo de operações em larga escala, além de empresas da região que possuam participação de capital norte-americano. Outro ponto mencionado envolve possíveis ações contra instalações elétricas localizadas em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos.
O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio após ataques realizados no fim de fevereiro, quando explosões foram registradas em diferentes áreas da capital iraniana, Teerã. O episódio intensificou a troca de acusações entre os países envolvidos e ampliou as preocupações sobre uma possível escalada do conflito.
Segundo o governo iraniano, as ações militares estariam relacionadas a divergências envolvendo o programa nuclear do país. O Irã afirma que o programa tem finalidade pacífica, enquanto Estados Unidos e Israel defendem a necessidade de restrições mais rigorosas.
O conflito também tem provocado impactos no mercado internacional de energia. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz elevou a preocupação de analistas devido à importância da rota marítima, por onde passa uma parcela relevante do petróleo e do gás comercializados globalmente.
A comunidade internacional acompanha o cenário com cautela, diante do risco de ampliação das tensões e de possíveis efeitos sobre a estabilidade econômica e energética mundial.
*Da Agência Fonte Exclusiva
