Um incêndio florestal de grandes proporções atingiu o sul da Espanha e provocou uma das maiores tragédias ambientais da história recente do país.
Até a manhã desta sexta-feira (10), as autoridades espanholas confirmavam a morte de pelo menos 11 pessoas, enquanto outras 19 continuavam desaparecidas. O balanço oficial também aponta oito feridos, sendo quatro em estado grave.
O fogo se espalhou rapidamente pela região da Andaluzia, impulsionado pelo clima seco, pelas altas temperaturas e pela vegetação altamente inflamável. A velocidade das chamas dificultou as tentativas de fuga de moradores e visitantes que estavam na área afetada.
De acordo com Antonio Sanz, responsável pela coordenação de emergências da Andaluzia, diversas vítimas tentaram escapar utilizando carros ou seguindo a pé, mas acabaram cercadas pelo incêndio antes de conseguirem chegar a locais seguros.
A área atingida é um dos principais destinos turísticos do sul da Espanha durante o período de férias europeias, recebendo milhares de visitantes de países como França, Reino Unido e Bélgica. Por esse motivo, as equipes de resgate trabalham para localizar desaparecidos e identificar possíveis vítimas entre turistas e moradores.
As autoridades espanholas mobilizaram uma grande força-tarefa para conter o avanço do incêndio. A operação reúne mais de 400 bombeiros e agentes especializados, cerca de 120 veículos de combate ao fogo e três helicópteros que atuam nas regiões de mais difícil acesso.
Além da tragédia humana, o incêndio amplia os impactos da atual temporada de queimadas no país. Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais indicam que aproximadamente 57 mil hectares já foram destruídos pelo fogo na Espanha desde o início do ano, o equivalente a cerca de 40% de toda a área queimada na União Europeia no mesmo período.
Especialistas apontam que o aumento da frequência e da intensidade dos incêndios florestais está diretamente relacionado às condições climáticas extremas registradas nos últimos anos, marcadas por ondas de calor, baixa umidade e longos períodos de estiagem.
Com o número de vítimas confirmado até o momento, o incêndio já é considerado o mais mortal registrado na Espanha em mais de duas décadas. As operações de busca, resgate e combate às chamas continuam, enquanto as autoridades monitoram a evolução do fogo e investigam as causas do desastre.
*Da Agência Fonte Exclusiva
