A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a subir neste domingo (28), após a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçar uma resposta dura contra forças americanas no Oriente Médio. Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, o comando naval afirmou que bases dos EUA na região “vão passar por um verdadeiro inferno nos próximos dias”.
A declaração ocorre depois de uma nova rodada de ataques envolvendo os dois países nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Segundo a versão americana, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra alvos militares iranianos após acusarem Teerã de atacar embarcações comerciais que navegavam perto do estreito. Entre os navios citados estão o Ever Lovely e o petroleiro M/T Kiku. O Comando Central dos EUA informou que as ações miraram estruturas de vigilância, comunicação, defesa aérea, depósitos de drones e possíveis instalações relacionadas à minagem marítima.
O governo iraniano, por sua vez, acusa Washington de violar o cessar-fogo previsto no memorando de Islamabad. A mídia estatal iraniana informou que explosões foram registradas em áreas costeiras próximas a Sirik e também na ilha de Qeshm, região sensível do Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis balísticos e drones contra infraestruturas militares americanas consideradas importantes na região. A informação foi divulgada por veículos iranianos, mas ainda não havia confirmação independente sobre a extensão dos danos.
No comunicado, a Marinha do CGRI também afirmou que os ataques americanos contra Sirik seriam “disparos aleatórios” e não alterariam o controle iraniano sobre a navegação no estreito. O grupo disse ainda que suas ações serviriam como aviso a navios que, segundo Teerã, desrespeitem as orientações impostas pelas forças iranianas.
A nova troca de ataques aumenta o risco de instabilidade no Golfo Pérsico e preocupa o mercado internacional de energia. O Estreito de Ormuz é uma passagem vital para o comércio global de petróleo, e qualquer interrupção prolongada pode afetar preços, rotas marítimas e a segurança de embarcações comerciais.
Enquanto Washington sustenta que age em defesa da navegação internacional, Teerã afirma que responderá a qualquer nova ofensiva contra seu território. A escalada ocorre em meio a um cessar-fogo frágil e a acusações mútuas de violação dos acordos recentes.
*Da Agência Fonte Exclusiva
