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ACORDO DE CESSAR FOGO ISRAEL

Manifestantes acendem velas durante um comício pró-palestino realizado para marcar o primeiro aniversário do conflito Israel-Hamas, em Quezon City, Metro Manila, em 7 de outubro de 2024 (AFP/JAM STA ROSA)

Governo israelense aprova acordo de cessar-fogo e troca de reféns com o Hamas

Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o acordo deve entrar em vigor no domingo

Redação Por Redação
17/01/2025 - 23:14
em Internacional
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Após uma reunião de mais de cinco horas, o Governo de Israel aprovou na noite desta sexta-feira, 17, (manhã de sábado por lá) o acordo de cessar-fogo e troca de reféns com o grupo islâmico Hamas, como forma de conter à escalada de violência em Gaza.

O acordo foi apresentado na quarta-feira, mas foi necessária uma votação do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que se firmasse hoje.

Nesta primeira fase, o Hamas libertará um total de 33 reféns israelenses, em troca da libertação de um número não especificado de prisioneiros palestinianos.

A expectativa é que a pausa nas hostilidades entre em vigor no domingo. As negociações foram mediadas com apoio dos Estados Unidos e do Qatar. Membros do governo Joe Biden e da futura administração Donald Trump se envolveram nas conversas.

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Em pouco mais de 15 meses de guerra, morreram mais de 47.800 pessoas e quase mais de 90 % da população de Gaza foi forçada a abandonar suas casas.

Como vai funcionar o cessar-fogo em Gaza

A primeira fase do acerto durará seis semanas e prevê a liberação dos reféns israelenses que foram levados pelo Hamas, na invasão em 7 de outubro de 2023 , que deu origem ao conflito. Em troca, Israel retirará parte de suas forças da Faixa de Gaza e libertará palestinos presos.

A liberação de reféns começará no primeiro dia em que o cessar-fogo entrar em vigor. A data ainda não foi confirmada, mas poderá ser assim que ocorrer a assinatura pelos dois lados. Cerca de cem reféns israelenses estão em poder do Hamas, estima o governo de Israel. Desses, estima-se que cerca de um terço possam estar mortos.

O tratado ainda precisa ser assinado formalmente pelos dois lados. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse, em nota, que o acordo ainda tem alguns pontos pendentes, mas que espera resolvê-los na noite desta quarta. O tratado precisará ser aprovado formalmente pelo gabinete de Netanyahu, o que pode ocorrer na terça pela manhã.

O Hamas confirmou o acordo em uma declaração distribuída via Telegram, segundo o New York Times. “É uma conquista para o nosso povo. Um momento histórico no conflito com nosso inimigo”, disse.

Veja abaixo os compromissos a serem seguidos, segundo informações da imprensa israelense e da entidade StandWithUs, que combate o antissemitismo.

Fase 1

Libertação de reféns: serão soltos 33 reféns mantidos na Faixa de Gaza (vivos e mortos), com base na lista fornecida por Israel, de forma escalonada.

Essa lista inclui mulheres — entre civis e aquelas que são soldadas das Forças de Defesa de Israel (IDF) —, crianças, idosos acima de 50 anos e homens classificados na categoria humanitária com menos de 50 anos.

Cronograma de libertação:

• Dia 1: 3 reféns serão libertados.
• Dia 7: 4 reféns serão libertados.
• Dia 14: 3 reféns serão libertados, com prioridade para mulheres.
• Dia 21: 3 reféns serão libertados.
• Dia 28: 3 reféns serão libertados.
• Dia 35: 3 reféns serão libertados.
• Última semana: os 14 reféns restantes serão libertados.

No 16º dia, começarão as negociações para a Fase 2. Em troca, Israel libertará aproximadamente 1.000 prisioneiros palestinos, incluindo alguns que estão cumprindo pena de prisão perpétua após serem julgados em Israel por terrorismo e assassinatos.. Condenados com histórico de mortes serão enviados para Faixa de Gaza, Turquia ou Qatar.

A partir do 22º dia, civis palestinos poderão retornar a suas casas no norte da Faixa de Gaza – com inspeção de veículos durante o retorno. Enquanto isso, as IDF reduzirão sua presença no Corredor Filadélfia e se retirarão completamente do Corredor Netzarim. Será permitido que 600 caminhões de ajuda humanitária entrem na Faixa de Gaza.

Durante os 42 dias iniciais, haverá retirada parcial de tropas israelenses da Faixa de Gaza.

Fase 2

Libertação de todos os reféns vivos restantes em troca de um cessar-fogo permanente. As IDF disseram que não retirarão todas as tropas da Faixa de Gaza até que o último refém seja libertado.

Entenda a guerra entre Israel e Hamas

Desde sua fundação, em 1948, Israel é criticado por ter se estabelecido em parte sobre terras onde palestinos viviam. Todos os vizinhos apoiam a causa palestina e poucos reconhecem Israel como um Estado (veja mapa abaixo). Nos últimos anos, no entanto, isso vinha mudando.

Em 2020, foram assinados os Acordos de Abraão, com Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos. Os tratados criaram parcerias, como abertura comercial e criação de voos diretos. Assim, turistas israelenses foram a ­Dubai, e os negócios entre ­Israel e os Emirados atingiram 500 milhões de dólares em 2023.

O ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, freou esse processo. Naquele dia, terroristas invadiram Israel e mataram pelo menos 1.195 pessoas e sequestraram mais de 200, segundo o governo israelense. O Hamas disse que atacou em resposta a pressões de Israel, a quem acusa de sufocar a economia de Gaza e de seguir criando assentamentos em áreas em disputa.

Um dia após o ataque, Israel invadiu Gaza. De forma dura. O governo local, controlado pelo Hamas, diz que mais de 41.000 palestinos foram mortos e 95.000 ficaram feridos desde o início da operação.

Além disso, centenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas. Isso aumentou a pressão sobre Israel, especialmente do Irã. O país encabeça o “eixo da resistência”, que inclui grupos como Hamas e Hezbollah, rebeldes houthis no Iêmen e milícias que apoiavam o governo deposto de Bashar al-Assad, na Síria.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da EXAME.

Tags: #Cessar Fogo#Gaza#Guerra Israel x Hamas
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