As Forças Armadas dos Estados Unidos continuam em estado de preparação para uma possível operação contra o Irã, afirmou neste domingo (2) o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth.
A declaração foi feita depois de o presidente Donald Trump afirmar que os EUA haviam concentrado uma capacidade militar sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.
Em uma publicação nas redes sociais, Hegseth reforçou a avaliação apresentada por Trump e disse que o Departamento de Guerra permanece pronto para atuar com níveis de força que, segundo ele, não eram vistos desde o conflito mundial.
A declaração ocorre após Trump anunciar que decidiu suspender temporariamente uma ofensiva de grande escala contra o território iraniano. Segundo o presidente americano, a decisão veio depois de pedidos feitos pelo Irã e por outros governos do Oriente Médio para que os ataques fossem interrompidos, diante da possibilidade de avanço nas negociações.
Negociações podem começar nesta segunda
Hegseth afirmou que as conversas entre as partes devem começar na tarde de segunda-feira (3). Entre os assuntos que poderão ser discutidos estão as condições relacionadas ao Estreito de Ormuz e o programa nuclear do Irã.
O governo iraniano sustenta que seu programa nuclear possui objetivos exclusivamente pacíficos e rejeita acusações de que suas atividades tenham finalidade militar.
As possíveis negociações ocorrem enquanto Washington mantém sua estrutura militar preparada para uma eventual escalada, deixando o cenário entre os dois países marcado por incertezas.
Irã ameaça reagir a eventual ofensiva
Apesar da sinalização de diálogo, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam elevadas.
Autoridades iranianas afirmaram que o território do país não deverá ser utilizado como base ou cenário para ataques americanos contra civis. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também advertiu que poderá responder caso os Estados Unidos ou Israel iniciem uma ofensiva.
A organização afirmou que Washington e Tel Aviv poderiam enfrentar consequências consideradas graves caso decidam partir para uma ação militar.
O cenário permanece, portanto, dividido entre a possibilidade de negociações e o risco de uma nova escalada militar. Enquanto os governos avaliam uma possível saída diplomática, os Estados Unidos mantêm suas forças preparadas para uma eventual operação, segundo Hegseth.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
