Os Estados Unidos ampliaram a pressão contra Cuba ao cancelar vistos de profissionais e familiares envolvidos em programas de cooperação médica com o país caribenho. A medida afetou médicos e funcionários de governos do Brasil, Caribe e África, incluindo integrantes do programa Mais Médicos.
A ação foi vista por analistas como uma tentativa de aumentar o isolamento de Cuba e, ao mesmo tempo, influenciar mudanças políticas em países parceiros, como o Brasil. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, defendeu a legitimidade da cooperação médica, destacando que a prática gera receita para a ilha e, em muitos casos, é oferecida de forma gratuita.
Países do Caribe, como Barbados, Trinidad e Tobago e São Vicente e Granadinas, criticaram duramente a decisão de Washington e afirmaram que não abrirão mão dos serviços médicos cubanos, essenciais para a saúde pública local.
O bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba já dura mais de 60 anos e é condenado pela maioria dos países por violar o direito internacional. Atualmente, a ilha mantém 24 mil médicos atuando em 56 países, e a exportação desses serviços representou quase metade das exportações cubanas em 2019.
Da Agência Fonte Exclusiva.
