EUA intensificam bloqueio a Cuba e miram cooperação médica internacional

Cancelamento de vistos atinge brasileiros, africanos e caribenhos ligados a programas com médicos cubanos

EUA ampliam bloqueio a Cuba cancelando vistos de profissionais ligados à cooperação médica, afetando brasileiros, africanos e caribenhos; países do Caribe reagem e defendem parceria com médicos cubanos.

Em outubro de 2013, médicos cubanos desembarcavam em Brasília contratados pelo Programa Mais Médicos - José Cruz/Agência Brasil

Os Estados Unidos ampliaram a pressão contra Cuba ao cancelar vistos de profissionais e familiares envolvidos em programas de cooperação médica com o país caribenho. A medida afetou médicos e funcionários de governos do Brasil, Caribe e África, incluindo integrantes do programa Mais Médicos.

A ação foi vista por analistas como uma tentativa de aumentar o isolamento de Cuba e, ao mesmo tempo, influenciar mudanças políticas em países parceiros, como o Brasil. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, defendeu a legitimidade da cooperação médica, destacando que a prática gera receita para a ilha e, em muitos casos, é oferecida de forma gratuita.

Países do Caribe, como Barbados, Trinidad e Tobago e São Vicente e Granadinas, criticaram duramente a decisão de Washington e afirmaram que não abrirão mão dos serviços médicos cubanos, essenciais para a saúde pública local.

O bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba já dura mais de 60 anos e é condenado pela maioria dos países por violar o direito internacional. Atualmente, a ilha mantém 24 mil médicos atuando em 56 países, e a exportação desses serviços representou quase metade das exportações cubanas em 2019.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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