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Ciência: pesquisas mostram que vírus respiratórios têm ‘ponto fraco’

Estudos são importantes para compreender as interações entre vírus e hospedeiro,

Redação Por Redação
22/03/2022 - 12:07
em Internacional
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A pneumonia provocada por vírus respiratórios, como o coronavírus, pode ser impedida com a ajuda de uma proteína viral.

De acordo com uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Washington, o vírus Sincicial Respiratório (RSV) pode ser combatido pelo corpo antes de causar a
inflamação que leva à pneumonia, caso ele não tenha uma proteína específica para se manter no organismo.

O estudo publicado na revista MBio apontou que os vírus respiratórios precisam da proteína NS2 para sobreviverem no corpo humano.

Por ano, o vírus RSV provoca a morte de cerca de 160 mil pessoas, principalmente bebês, crianças e idosos. Ele funciona do mesmo jeito que o Sars-Cov-2, causador da Covid-19.

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Os pesquisadores envolvidos nas investigações descobriram que a proteína NS2 age como um regulador do processo celular que modula o sistema imunológico, conhecido como autofagia. É por meio de uma proteína celular chamada Beclin 1 que o processo de autofagia ocorre.

A atuação da Beclin 1, entretanto, é impedida pela NS2. Desse modo, a replicação do vírus no organismo continua a acontecer e, consequentemente, a provocar infecção até que o indivíduo desenvolva pneumonia.
Conforme o relatório da pesquisa, a importância desse estudo consiste em compreender as interações entre vírus e hospedeiro, passo fundamental para o desenvolvimento de intervenções eficazes contra o VSR.

Entendendo a pneumonia

A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões e pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas. Os sintomas são diversos e incluem febre alta, tosse, alterações da pressão arterial, falta de ar, fraqueza e secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada.

Os fatores de risco são tabagismo, consumo de álcool, exposição ao ar-condicionado – que deixa o ar seco e facilita a infecção –, resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, radiografias de tórax e auscultação dos pulmões. Já o tratamento requer o uso de antibióticos, e a melhora do quadro costuma ocorrer em cerca de quatro dias.
Quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas em decorrência da própria pneumonia, a internação hospitalar pode ser necessária.

Alguns exemplos dessas alterações são a dificuldade respiratória e o comprometimento da função dos rins e da pressão arterial.

Importância das vacinas

A vacina deve ser aliada da população no combate a doenças, pois salva vidas de crianças, adultos e idosos. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a doença pneumocócica que mais mata e provoca internação grave de idosos é a pneumonia.

Por ano, ocorrem cerca de 272 mil casos de internações e 71 mil mortes de pessoas com mais de 60 anos. Além da pneumonia, também estão na lista a sinusite, meningite, otite média aguda, artrite séptica, bronquite e conjuntivite.

Conforme avaliação da diretora médica regional para América Latina da MSD Brasil,Thais Moreira, em entrevista à imprensa, há pouca cultura médica de indicar vacinas a adultos e falta de conhecimento da população.

Ela explica que a partir dos 60 anos é preciso receber vacinas diferentes, em duas doses. A pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) e a polissacarídica 23- valente (VPP23).

A vacina contra a Covid-19 também deve ser aplicada, pois previne o desenvolvimento de quadros graves da doença e de complicações decorrentes, como pneumonia.

Tags: #Coronavirus#Doenças respiratórias#Medicina#Vacinas
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