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china poder militar

A unidade de lançadores de foguetes realizou disparos durante o treinamento em Jiuquan, província de Gansu, China, em 14 de maio de 2025.

China desafia supremacia militar dos EUA com avanço nuclear, cibernético e tecnológico

De acordo com o The Telegraph, entre os principais temores de Washington estão ogivas, mísseis hipersônicos e capacidades de guerra cibernética.

Redação Por Redação
26/05/2025 - 20:26
em Internacional
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Os Estados Unidos estão perdendo sua supremacia militar global devido ao avanço das forças armadas da China, informou o jornal britânico The Telegraph neste domingo, 25 de maio.

Segundo a publicação, nas últimas duas décadas e meia, o Exército de Libertação Popular da China deixou de ser um contingente modesto, que dependia da agricultura para obter renda, para se tornar uma força relevante no cenário internacional. O jornal destaca que os chineses possuem atualmente cerca de um milhão de soldados a mais e mais de mil tanques do que os Estados Unidos.

“A China está mais forte do que nunca”, disse ao jornal o general de brigada Doug Wickert, comandante da 412ª Ala de Testes da Força Aérea dos EUA, acrescentando que o país asiático “construiu de forma bastante agressiva uma força muito grande que foi desenvolvida especificamente para combater nossos pontos fortes”.

O que Washington teme?

Entre as principais preocupações do governo norte-americano está o avanço rápido das capacidades nucleares da China. De acordo com o The Telegraph, entre 2023 e 2024, o número de ogivas nucleares chinesas aumentou de 500 para 600.

A expectativa é que esse número ultrapasse mil até 2030. Estima-se que pelo menos 400 dessas ogivas estejam instaladas em mísseis balísticos intercontinentais, como o DF-41, com alcance entre 12 mil e 15 mil quilômetros, capazes de atingir os EUA a partir do território chinês.

Além das armas nucleares, os avanços chineses em outras áreas também preocupam Washington. Segundo Timothy Heath, pesquisador de defesa da RAND Corporation, a China superou os Estados Unidos em tecnologia de mísseis hipersônicos e se tornou um ator relevante no mercado global de drones militares.

Outra fonte de inquietação para os Estados Unidos é a crescente capacidade de guerra cibernética da China. Segundo Wickert, o país asiático conseguiu acessar a rede elétrica norte-americana e instalar malwares em sistemas de controle de infraestrutura essencial, como os de eletricidade, água e gás. “A China obteve acesso a esses sistemas e os mapeou, e isso é certamente preocupante. É considerado um ato de guerra”, declarou o general.

A China tem algum ponto fraco?

Apesar do avanço, o The Telegraph aponta que o poder militar da China ainda tem limitações. O jornal destaca que, em termos de habilidade e experiência, o país está atrás dos Estados Unidos. “Os números não contam a história toda”, afirmou o general Wickert. “Os militares chineses cresceram em número e sofisticação, mas ainda há algumas áreas em que temos uma vantagem tecnológica”, disse.

Em relação aos porta-aviões, o USS Gerald R Ford, da Marinha dos EUA, consegue lançar aeronaves de quatro pontos simultâneos no convés, enquanto o Fujian, terceiro e mais moderno porta-aviões da China, opera com apenas três.

O jornal também observa que os militares norte-americanos têm histórico de atuação em conflitos recentes, como no Iraque e no Afeganistão, enquanto as forças chinesas não participam de guerras há décadas.

Kitsch Liao, diretor associado do Global China Hub, do Atlantic Council, avalia que os níveis de prontidão de combate das forças armadas chinesas são inferiores aos dos Estados Unidos. “Se os EUA quiserem bombardear um lugar, eles podem designar um avião. Eles não precisam de outro avião de prontidão para o caso de o avião quebrar. Os EUA já faziam isso na década de 1960 e a China ainda precisa conseguir isso”, afirmou.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.

Tags: #China#EUA#Supremacia Militar
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