Uma confusão durante um treinamento militar na Ucrânia terminou com um brasileiro hospitalizado após sofrer um ferimento na cabeça.
O caso envolve Arisson Benevides White, natural de Cáceres, em Mato Grosso, que atua no conflito ucraniano e é conhecido entre outros combatentes pelo apelido de “Periquito”.
De acordo com relatos divulgados neste sábado (20) por brasileiros que também participam da guerra, Arisson teria sido atingido na região da nuca por uma pedra durante uma briga ocorrida em um curso de treinamento. Segundo os colegas, o golpe teria provocado perda de memória e exigido atendimento médico.
A versão sobre o episódio circulou em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, combatentes brasileiros afirmam que o treinamento teria duração de quatro dias e faria parte de uma exigência recente aplicada a integrantes envolvidos no conflito na Ucrânia.
Ainda conforme os relatos, a confusão teria começado após um desentendimento envolvendo uma brasileira que também estaria no local.
Os colegas de Arisson alegam que a mulher teria discutido com participantes do curso e tentado dar ordens a militares mais experientes, incluindo combatentes com anos de atuação e condecorações recebidas durante a guerra.
Segundo a versão apresentada no vídeo, a mulher teria empurrado e ofendido Arisson. Na sequência, o marido dela teria se aproximado por trás e golpeado o brasileiro com uma pedra na cabeça.
Os colegas classificaram a agressão como covarde e afirmaram que o ferimento deixou o combatente desorientado.
Nas imagens, os brasileiros demonstram indignação com o ocorrido e dizem que Arisson estaria internado, sem conseguir se lembrar de informações básicas.
Eles também relatam que o impacto teria provocado acúmulo de sangue na região atingida.
Um dos combatentes que aparece na gravação direciona críticas ao homem apontado como autor da agressão.
Ele afirma que o suspeito teria atacado Arisson pelas costas e declara que o episódio não será ignorado pelos colegas do brasileiro.
O vídeo também traz acusações sobre a conduta e a experiência militar do suposto agressor. Os brasileiros questionam a participação dele em missões e criticam sua postura durante o treinamento.
Até o momento, porém, essas informações são baseadas apenas no relato dos colegas de Arisson e não foram confirmadas oficialmente por autoridades ucranianas.
Ainda não há confirmação pública sobre abertura de investigação, eventual punição disciplinar ou identificação formal de todos os envolvidos na briga.
Também não foram divulgados boletins médicos detalhados sobre o estado de saúde de Arisson Benevides White.
O caso ganhou repercussão entre brasileiros que acompanham a presença de voluntários estrangeiros no conflito da Ucrânia.
A situação chama atenção para possíveis tensões internas em grupos formados por combatentes de diferentes nacionalidades, trajetórias e níveis de experiência, especialmente em ambientes de treinamento militar.
Segundo os colegas, Arisson permanece sob cuidados médicos. A principal preocupação relatada por amigos é com a recuperação neurológica do brasileiro, já que o golpe na cabeça teria provocado perda de memória.
Sem manifestação oficial das autoridades locais até o momento, a dinâmica da agressão ainda depende de apuração.
Por enquanto, a versão conhecida publicamente é a apresentada por companheiros de Arisson nas redes sociais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
