Brasil e Estados Unidos voltam a conversar nesta segunda-feira (31) sobre as tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. A reunião será realizada por videoconferência e marca uma nova etapa nas negociações comerciais entre os dois países.
O encontro está previsto para começar por volta das 14h30 e contará com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Tarifas serão o principal ponto da conversa
A reunião deve começar com uma avaliação das tarifas que estão atualmente em vigor. A partir desse levantamento, as equipes poderão discutir alternativas para retirar determinados produtos da lista de itens atingidos pelas cobranças ou reduzir as tarifas aplicadas a setores específicos.
O governo brasileiro pretende ampliar as exceções e diminuir os impactos das medidas sobre segmentos da economia nacional que dependem das exportações para o mercado norte-americano.
A expectativa é que as conversas tenham inicialmente um caráter técnico, com análise dos efeitos das tarifas sobre diferentes setores e das possibilidades de ajuste nas medidas adotadas pelos Estados Unidos.
Diálogo foi retomado após conversa entre Lula e Trump
A reunião também dá continuidade ao entendimento alcançado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante uma conversa realizada em 21 de agosto.
Na ocasião, os dois presidentes concordaram em retomar as negociações sobre a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Agora, as equipes técnicas começam a transformar esse entendimento em discussões mais concretas sobre as tarifas e seus impactos.
Esta será a primeira reunião técnica formal entre representantes dos dois governos desde o contato entre Lula e Trump.
Brasil busca reduzir impacto das medidas
Entre as prioridades do governo brasileiro está a ampliação dos produtos que podem ficar de fora das tarifas e a criação de condições mais favoráveis para setores considerados mais vulneráveis às novas cobranças.
As negociações ainda estão em fase inicial e não há garantia de que um acordo será alcançado nesta primeira rodada.
O objetivo, neste momento, é identificar os principais pontos de divergência e avaliar quais alternativas podem ser discutidas pelas duas partes.
*Da Agência Fonte Exclusiva
