Brasil condena ataques no Mali e alerta para avanço da violência no Sahel

Governo brasileiro manifesta solidariedade às vítimas após ações coordenadas que ampliam instabilidade na região africana.

Brasil condena ataques no Mali, presta solidariedade às vítimas e alerta para agravamento da crise de segurança no Sahel, que já atinge países vizinhos.

Imagem: Reprodução/ AP Photo / A C Moraes / Flickr / CC BY 2.0 Via RT

O governo brasileiro manifestou preocupação com a escalada da violência no Mali após uma série de ataques coordenados registrados no último fim de semana.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou os episódios como atos terroristas e expressou solidariedade às vítimas.

Segundo o comunicado, o Brasil lamentou as mortes, desejou pronta recuperação aos feridos e reforçou seu posicionamento de repúdio a qualquer forma de terrorismo.

A pasta também informou que, até o momento, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas.

Os ataques atingiram seis cidades do país africano e resultaram, entre outras vítimas, na morte do ministro da Defesa, Sadio Camara.

A residência do militar, localizada na cidade de Kati, foi um dos alvos das ações simultâneas atribuídas a grupos extremistas ligados à Al-Qaeda e a rebeldes tuaregues.

Figura central no governo malinês, Camara tinha papel estratégico na condução das políticas de segurança do país. Sua morte amplia a instabilidade em uma nação que enfrenta conflitos armados há mais de uma década.

A crise no Mali teve início em 2012, quando grupos separatistas tuaregues e organizações jihadistas se insurgiram contra o governo central, reivindicando autonomia para o norte do país.

Desde então, a região tem sido palco de confrontos frequentes, apesar de intervenções internacionais, como a operação militar liderada pela França e missões de paz da Organização das Nações Unidas.

Embora um acordo de paz tenha sido firmado em 2015, o entendimento acabou ruindo, permitindo a retomada dos confrontos e a expansão de grupos armados.

Atualmente, o país convive com a atuação de organizações ligadas ao Estado Islâmico, além de movimentos separatistas que defendem a criação do chamado Estado de Azawad.

Especialistas apontam que a deterioração da segurança não se limita ao Mali, mas também atinge países vizinhos como Níger e Burkina Faso, que registram aumento significativo no número de ataques, evidenciando a expansão da instabilidade em toda a região do Sahel.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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