O governo brasileiro manifestou preocupação com a escalada da violência no Mali após uma série de ataques coordenados registrados no último fim de semana.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou os episódios como atos terroristas e expressou solidariedade às vítimas.
Segundo o comunicado, o Brasil lamentou as mortes, desejou pronta recuperação aos feridos e reforçou seu posicionamento de repúdio a qualquer forma de terrorismo.
A pasta também informou que, até o momento, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas.
Os ataques atingiram seis cidades do país africano e resultaram, entre outras vítimas, na morte do ministro da Defesa, Sadio Camara.
A residência do militar, localizada na cidade de Kati, foi um dos alvos das ações simultâneas atribuídas a grupos extremistas ligados à Al-Qaeda e a rebeldes tuaregues.
Figura central no governo malinês, Camara tinha papel estratégico na condução das políticas de segurança do país. Sua morte amplia a instabilidade em uma nação que enfrenta conflitos armados há mais de uma década.
A crise no Mali teve início em 2012, quando grupos separatistas tuaregues e organizações jihadistas se insurgiram contra o governo central, reivindicando autonomia para o norte do país.
Desde então, a região tem sido palco de confrontos frequentes, apesar de intervenções internacionais, como a operação militar liderada pela França e missões de paz da Organização das Nações Unidas.
Embora um acordo de paz tenha sido firmado em 2015, o entendimento acabou ruindo, permitindo a retomada dos confrontos e a expansão de grupos armados.
Atualmente, o país convive com a atuação de organizações ligadas ao Estado Islâmico, além de movimentos separatistas que defendem a criação do chamado Estado de Azawad.
Especialistas apontam que a deterioração da segurança não se limita ao Mali, mas também atinge países vizinhos como Níger e Burkina Faso, que registram aumento significativo no número de ataques, evidenciando a expansão da instabilidade em toda a região do Sahel.
*Da Agência Fonte Exclusiva
